<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495</id><updated>2012-02-08T03:29:04.491-02:00</updated><title type='text'>poesitorio</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>98</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5678634363811808785</id><published>2012-01-24T23:55:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T00:12:16.100-02:00</updated><title type='text'>Desfilando</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Eu procuro por você para vivermos dias melhores, minha criança. Precisamos viver melhor os dias. Precisamos transformar nossas horas em festa, desenrolando nossos problemas em serpentinas jogando confete pro ar. Eu trouxe toda a minha fantasia para, quando nos encontrarmos, sairmos correndo por entre os carros com pressa de felicidade, parando o trânsito, cantando feriados. Eu trouxe inocência para chocarmos a cidade. Colei lantejoulas nas suas tristezas para que pudéssemos rir um pouco de brilhos baratos. Me aceita assim, nova, eu venho te pedindo, porque eu só quero as melhores gargalhadas e as melhores marchinhas de carnaval pra gente. Eu to chegando, de peruca rosa, gliter nos olhos e gloss de moranguinho, daqueles que se comprava em farmácia. Deixa eu brincar de ser feliz? Vem comigo que o bloco é ali na frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5678634363811808785?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5678634363811808785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5678634363811808785' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5678634363811808785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5678634363811808785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2012/01/desfilando.html' title='Desfilando'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7780791397756877811</id><published>2012-01-23T03:20:00.002-02:00</published><updated>2012-01-23T03:23:36.642-02:00</updated><title type='text'>Abrigo em terras desconhecidas</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;São nossos gostos em paladares alheios que incomodam nossa distância, forçada, pela necessidade de nos darmos espaço. Gritei e ensurdeci nossos laços; você me trancou e calou meus passos. Crescemos e frutificamos nossos sabores para adocicar momentos nossos e, de repente, estamos mastigados e partidos em dentes alheios, passeando por línguas que não são nossas, bebendo o sumo que guardamos um pro outro. Eu sou os caninos cravados nos seus ombros, a mordida na fruta madura, caju doce que se desprende do pé pra passear somente na sua boca. Saliva em suco que bebo de longe e anseio todos os dias dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lascívia que envolve meu corpo que dança, no salão da sua memória, ainda estremece com a safadeza dos seus olhos a me mirar, admirar, tocando as cordas de um violão ao fundo. Escuto sua voz de olhos fechados que me compõe a cada acorde, menina, abra olhos pra mim. Acorde. Estou cantando pra você. Tocando minhas costas e cantando nossa história, você está na minha música e acende o meu desejo. Você me compôs em estrutura, me deu rimas para cantar, enquanto ainda acerto meu agudo pra te irritar, provocar, encantar. Enquanto ainda acerto meus tons pra te fazer levitar, flutuar, voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim saltamos do alto do edifício em busca de castelos mais românticos, correndo atrás de pessoas mais leves, sendo nossa verdade suspensa em aflição por não tocarmos mais nossas asas. Águias que se perdem batem bicos até sangrar em rochas firmes e há sangue escorrendo pelas minhas penas brancas, frias, torturadas pelo vento e pelo tempo que te afasta. Beija nossa liberdade mais uma vez, antes que seja tarde, mas beija com o coração novo de quem está disposto a recomeçar. Me beija com o coração renovado de quem abre o peito para amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7780791397756877811?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7780791397756877811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7780791397756877811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7780791397756877811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7780791397756877811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2012/01/abrigo-em-terras-desconhecidas.html' title='Abrigo em terras desconhecidas'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-3498270965985975499</id><published>2012-01-21T01:46:00.003-02:00</published><updated>2012-01-21T01:55:41.969-02:00</updated><title type='text'>Buscando tempestades</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Gosto de acordar sozinha depois de cansar de tanto dormir. De me espreguiçar até cair da cama e fazer doce pra começar mais um dia. Do sol tímido que esquenta aos poucos o rosto pra fazer levantar. Do chuvisco que chega de repente e molha os livros em cima da mesa perto da janela. Gosto de sair correndo para fechá-la e olhar a água batendo no vidro. E abrir de vez em quando a mão em concha para cumprimentar os pingos lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo muito de mim na chuva que cai. Me desfaço de guarda chuvas coloridos na rua para deixar molhar os cachos, a boca, a meia dentro do tênis. Choro lágrimas que veem do céu. Sou feita de água. Regente das profundezas, filha de Netuno. Existo assim, na suavidade escondida na violência. Na gota que cai na folha e na tempestade que quebra os galhos das árvores pelo caminho. Sou sede. Correnteza e margem misturadas no rio que a cada segundo não é mais o mesmo. Deixo que vá. Que corra. Que limpe do coração para os poros da pele o que do outro lado da janela lava a cidade. Canto. Escuto. Oro. Pela vida, por nós, por um novo olhar para as nossas mesmas palavras, reinventadas e renovadas em arco-íris. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me diz por que a vida é tão linda quando encharcada, assim, fazendo aquarela com a nossa alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-3498270965985975499?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/3498270965985975499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=3498270965985975499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/3498270965985975499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/3498270965985975499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2012/01/buscando-tempestades.html' title='Buscando tempestades'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6727750455058689814</id><published>2012-01-20T04:58:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T04:58:22.262-02:00</updated><title type='text'>#</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;São nossas bocas, nossos sussurros, que escondem de nós mesmos o prazer que buscamos. Calamos segredos inconfessáveis enquanto colamos os corpos para esquentar nossa falta. Falamos em raios que nos cortam em fatias a cada troca, a cada segundo que cruzamos nossas irís. Meus lábios encostam sua pele pra traduzir as palavras que trocamos em olhares. Nada de novo. Nada que já não seja sabido. Sabe de uma coisa? Estou fazendo as malas. Quero ir embora de mãos dadas com a nossa dúvida. Você quer? Não me importo pra onde vamos nem quando vamos chegar, eu quero nossos dedos, nosso amor, guardados em cofre para lapidarmos com o tempo. Estou me desapegando. Tirando de mim o que guardo pra um futuro incerto e transpondo pra frente o que quero que seja eterno. Sabe aqui por dentro? Tem tanta coisa. Tanto da vida. Mais do que você imagina ser possível. Eu só queria que você soubesse e entendesse que esse pouco te quer por inteiro. E vai ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6727750455058689814?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6727750455058689814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6727750455058689814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6727750455058689814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6727750455058689814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2012/01/blog-post.html' title='#'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4777487510515717858</id><published>2012-01-19T01:48:00.001-02:00</published><updated>2012-01-19T01:57:26.266-02:00</updated><title type='text'>Um dia, eu acabo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;"Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Clarice.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um espelho em arco-íris, o que mais você vê? Me abro em tantas cores que, na hora de ser o branco, ou preto, não sei mais o que fazer. Me fiz em matizes diversas e me multipliquei tanto dentro de mim pra comportar a vontade de tantos quereres, &amp;nbsp;tantos amores, tantos momentos que trouxe pra minha vida, que é dolorido quando me pedem relatórios. É difícil quando se acorda um dia e percebe-se que o gosto muda, as vontades mudam e, daqui a meia hora ou 10 anos, tudo por dentro será completamente diferente. Nunca me expliquei. E nunca me exigi satisfações para me ler e me revelar pra quem quer fosse. Agora, nesse minuto, se me perguntar quem eu sou, eu respondo que estou. Estou naquele instante, pra você, daquela forma, por estar me sentindo X e por diversos Ys que aconteceram. Amanhã não sei. Posso levantar da cama e pegar um voo pra Budapeste. Ou largar tudo e virar caixa de supermercado. Sei que é complicado olhar pro lado e ver que aquele camaleão não está mais lá e que é duvidoso prever pra que lado ele vai andar e que horas ele vai comer. De repende, do nada, ele aparece te pedindo carinho, porque apesar de tudo, ele sabe o que é forte. Se o vento sopra ou se está chovendo, posso ser o beijo na boca ou o tapa na cara mas não duvide: será verdadeiro. Alguém que escorre, molda, transborda, falta. Posso ser mil e uma só pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou uma multidão que grita ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;O que você escuta, em mim é silêncio. Acho que é medo.&lt;br /&gt;Talvez essa seja a única certeza. Eu sou inconstante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4777487510515717858?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4777487510515717858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4777487510515717858' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4777487510515717858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4777487510515717858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2012/01/um-dia-eu-acabo.html' title='Um dia, eu acabo.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-3080384213766034885</id><published>2012-01-09T20:16:00.000-02:00</published><updated>2012-01-09T20:16:04.271-02:00</updated><title type='text'>Essência</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;O que move as inconsequências, os impulsos, os erros, o que desestabiliza o controle, o ser, o estar. Tudo que nos faz querer realizar, conquistar e levantar os braços debaixo da chuva ou deitar o corpo sob o sol. O que nos faz beijar com ternura e apertar com desejo. E também o que pressiona os corpos uns contra os outros sem vontade de separar. É o que nos faz seguir sem olhar pra trás e o que nos faz revisitar as memórias com a saudade e a inocência dos nossos primeiros anos. Medo de tropeçar, medo de se erguer desajeitado e a fonte da segurança para sorrir e colocar as pedras necessárias para o caminho a ser trilhado. É janela que faz respirar, porta que insiste em convidar. É o amor. É o amor o vício dos nossos olhos que só sabem ler o outro em poemas e que escreve poesias com a boca cheia de sonhos. Que levanta as pálpebras com alegria para o novo amanhecer. É o amor esse vício que entorpece o querer sem medida e que mede quaisquer circunstâncias das nossas vidas. É o amor que anseia o eterno no tempo-espaço de um abraço. É o amor que se faz infinito e pleno no caos humano e mortal. É o amor. E mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-3080384213766034885?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/3080384213766034885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=3080384213766034885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/3080384213766034885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/3080384213766034885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2012/01/essencia.html' title='Essência'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7832377918502012089</id><published>2012-01-01T21:11:00.000-02:00</published><updated>2012-01-01T21:11:55.451-02:00</updated><title type='text'>Me atravessei, cheguei em mim.</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Eu te vi e havia um oceano inteiro de distância entre nós. Tudo era tão enorme nesse navegar ao seu encontro que muitas vezes até pensei em chamar de impossível. Te admirei em perfeição, traços, mãos, energia, movimentos, e, olha só, chegamos tão perto, mas tão perto, que me vi um ser só, em duas almas, depois que nos unimos. Você era. E durante o seu ser, ao meu lado, percebi. Moldei você e te criei pra mim, sem nem te perguntar se aquele nós realmente te pertencia. Você foi realmente você? Ou foi alguém pra mim? Ou foi alguém que fiz pra mim? Você foi embora. Não exatamente a pessoa pela qual eu atravessei uma imensidão para ter, não, quem partiu foi um pedaço de mim. Um pedaço que eu criei. Inventei? Eu não tive você por completo, eu não tive você. Tive um reflexo refratário meu, que olhei e guardei pensando... em mim. Pensei em você? Você sempre esteve onde está agora. Do outro lado do mar.&amp;nbsp;Nem te conheço de verdade, nunca conheci. E eu quero? Agradeço por me fazer perceber que nunca esteve aqui. Não fomos nós, fui eu. Seja feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7832377918502012089?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7832377918502012089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7832377918502012089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7832377918502012089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7832377918502012089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2012/01/me-atravessei-cheguei-em-mim.html' title='Me atravessei, cheguei em mim.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-1310952235493571692</id><published>2011-12-30T00:55:00.000-02:00</published><updated>2011-12-30T00:55:26.247-02:00</updated><title type='text'>Nossa Riqueza</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;A palavra dita já se foi, gratuita. E por mais rígida que tenha ecoado dentro da memória que foi construída em cima de um discurso nosso, ela é apenas uma lembrança muito cara. Um resquício do tempo calcificado nas entranhas de corpos humanos, complexos, diferentes, doentes, mas humanos. O tapa já foi dado. O insulto rasgado. O sangue derramado. Mas por mais que o carpete que enfeitava o chão da sala guarde o cheiro forte do líquido espesso do nosso sonho acordado, manchando nossa casa, somos capazes de arrancar fio por fio para termos nosso buraco, nosso eterno buraco das dívidas não pagas. Estaremos eternamente endividados pelo que somos, e ainda pagaremos o esforço e o suor a favor do que ainda podemos ser. Nos parcelamos para os anos que ainda vamos viver. E o que temos quitado é o bem mais precioso da nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-1310952235493571692?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/1310952235493571692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=1310952235493571692' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/1310952235493571692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/1310952235493571692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/12/nossa-riqueza.html' title='Nossa Riqueza'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-2050153618867182204</id><published>2011-12-27T21:56:00.000-02:00</published><updated>2011-12-27T21:56:37.661-02:00</updated><title type='text'>3 Dias</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Você olha pro sofá verde musgo comprado naquela cor escrota, porque sujaria menos, e vê que ele está imundo do mesmo jeito porque você tem um gato branco que solta pelo. Não contente ele ainda se esfrega, e joga na tua cara que, ninguém mandou gostar mais de bicho do que de gente, já que a casa vive vazia e quem manda lá é ele, dono do respeito que você nutre por poucos. Eros, seu folgado, eu falo um tom mais alto. Ele olha como se não fosse com ele, e eu finjo que não disse nada, acendo um cigarro, olhamos pela janela. O dia tá bonito, não tá? A gente vai conseguir, não vai? É por isso que a gente se dá bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos entendemos quase com uma reciprocidade humana. A única diferença é que pouco importa se estou chorando ou gargalhando a vida dele continua andando, mansa, cautelosa em passos medidamente felinos. Tenho tentado aprender. Afiando as garras pelos cantos, por via das dúvidas, comendo o necessário, sendo independente. Quando passo os dedos pelo seu corpo e sua resposta ao meu carinho é doce e fria, me sinto cheia de uma inveja e admiração que dói a personalidade. Tantos quereres mutilados, tantas lágrimas espalhadas pelas bochechas e uma solidão suspensa em ar de quarto abafado que circula o mesmo vento quente de quitinete trancada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estofado tá manchado, queimado, desfiado, mas quem se importa. Pergunto, Eros, tá muito feio o sofá? Ele pula em cima e se aconchega. Que seja. Tá bom. E eu realmente não vou me dar ao trabalho de trocar, apesar de sempre tender ao coral, ou ao vinho, quem sabe, já que mil guimbas ainda vão cair, várias taças vão derramar e daqui a pouco eu vou olhar com os mesmos olhos de agora e me perguntar. Eros, tá muito feio o sofá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A louça de 3 dias, que não se lavou sozinha. Tem resto de comida no fundo dos pratos edificados na pia como uma escultura pós moderna da preguiça universal. Não consigo chegar perto e me acalma saber que pelo menos as panelas estão limpas. Na verdade, nunca saíram do armário. Compro comida fora e só jogo no prato e sento na mesa por desencargo, pra fazer de conta que dou alguma importância àquele momento. Pra fazer de conta que dou alguma importância a algum momento da vida que não seja. O sol se põe pra lá bichinho, vem, vamo ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-2050153618867182204?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/2050153618867182204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=2050153618867182204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/2050153618867182204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/2050153618867182204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/12/3-dias.html' title='3 Dias'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6612115933441185171</id><published>2011-12-27T03:02:00.001-02:00</published><updated>2011-12-27T03:06:06.052-02:00</updated><title type='text'>O Baile.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Sobre o Tempo – meditação em três poemas&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;(...)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;3.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Por isso é preciso tornar-se&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;inquilino do instante&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;(passear aquém ou além do destino,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;mas viver de verdade no limiar do durante),&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;dançar com o rosto colado ao tempo,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;e fazer de si seu mais terno amante.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Porque talvez&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;só realmente se alcance&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;aquele que de si mesmo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;nunca se faz distante.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Filipe Couto&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Os versos perdem as rimas e a noite lá fora se apaga de estrelas preguiçosas. Vigio o céu de rabo de olho, fugindo pela lua através de constelações distantes. As coisas andam meio obscuras demais. A música parou e os pares se separaram para dar lugar a visitantes solitários de um quase cabaré, sem luz e sem cor. Suponhamos, cá entre nós, a poesia adormecida. O barulho da nossa respiração dá lugar ao blues que tocava baixinho nos ouvidos atentos dos tempos passados. Algumas horas de sorrisos substituídas por um interminável intervalo marejado pelo silêncio. Esse silêncio que cala todas as perguntas. Essa situação que atordoa a possibilidade que qualquer resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta segurar na minha cintura e sussurrar melodias eternas no ouvido. Escuto algumas notas ao fundo que me prendem à realidade do salão. Ele está vazio, escuro. E um ventilador sopra ao fundo o calor cansado dos suores alheios. Escuto ao longe passos de pernas desconpassadas e invejo o não-saber, o descontrole da beleza descontínua. Desaprendi há tempos como ser guiada porque meus pés usaram demasiadamente sapatilhas de ponta e o medo, há o medo da confiança, ainda me faz companhia. A verdade é que muitos dos abraços que envolvem corpos selvagens acreditam moldar coreografias para todo o sempre. E onde ficaram nessa história toda? Não sou de tango, apesar dos olhares, muito menos de bolero, apesar das curvas que se movem facilmente. Não me prenda ao seu pescoço se não for capaz de aguentar meus pisões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de dançar sozinha de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6612115933441185171?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6612115933441185171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6612115933441185171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6612115933441185171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6612115933441185171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/12/o-baile.html' title='O Baile.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7195642997614060470</id><published>2011-12-08T18:37:00.001-02:00</published><updated>2011-12-08T18:37:55.753-02:00</updated><title type='text'>Vida.</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Fazia frio e depois de caminhar alguns metros ou quilômetros, vai saber, sempre em frente, mas sem destino, resolveu que seria seguro sentar no meio fio pra descansar do cansaço de estar sem rumo. Caminhadas longas sempre foram uma terapia ocupacional, de quem tem o mundo pra conquistar nas solas dos pés e uma ânsia insaciável de ver, entender, possuir o tudo que envolve todas as coisas, ao mesmo tempo, de uma vez só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As panturrilhas doíam. Os olhos lacrimejavam de vento forte que não havia touca que protegesse. Fosse assim andaria cego por aí, guiando na escuridão o que estava extremamente claro em sua cabeça. Algo faltava e o movia. Se tivesse várias camadas de cílios, como os camelos, poderia bater de frente com o movimento dos ares. Quis ser camelo, viajante, com corcunda d'água no deserto de madrugada. Ou poderia ter uma reserva de álcool em vez de água, cairia bem. Porque em sua falta não havia sede, só uma vontade sóbria de embriaguez contínua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou no cimento que estava sentado, doía-lhe também as articulações. Esqueletificaram-se todos os incômodos do corpo e agora não era sensato levantar. Teve certeza que se, em um impulso, resolvesse levantar, cairia no chão feito um saco disforme de carne e ossos soltos e seria capaz de se fundir ao asfalto. (Sua força é uma mentira, manezão, e sua fraqueza é todo sentimento que guarda e esconde unificado nessa aparência estranha de homem solitário.) Desejou se olhar de longe e sentir pena de si mesmo mas recuou em pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dedos congelados pediam a luva que esquecera dentro do armário. Não há necessidade de luvas quando se tem os bolsos do casaco, lembrou. Mas de que serve, não é mesmo, essa lã toda, se afinal por dentro ainda sou pedra? E de tão frio que sou, a temperatura me faz chorar na tentativa vã de superar a minha queda. Se viu escorregando boeiro abaixo, feito líquido que escorre por entre os dedos, se espalhando pelas grades de ferro que aprisionam o esgoto ao seus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem algo errado nessa vida de merda. Nesse coração doente, nesse horizonte turvo. Tem algo errado em toda a certeza que faz continuar, mas e aí, e aí, não saber como se deve agir e a agonia que paralisa as atitudes são aflições mesquinhas. O mundo continua a girar, as pessoas continuam a chorar, lutar, doer, morrer, por quê? Porque eu. Desenterrar a força dos gladiadores adormecidos, levantar e segurar o ar no peito, é isso. O ar dentro do peito. Ele ainda entra e sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7195642997614060470?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7195642997614060470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7195642997614060470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7195642997614060470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7195642997614060470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/12/vida.html' title='Vida.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5739896688804700920</id><published>2011-12-04T20:49:00.006-02:00</published><updated>2011-12-05T17:26:59.898-02:00</updated><title type='text'>Sucessivos enganos de felicidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Caio Fernando Abreu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Passos a intervalos curtos. Bêbados que se apoiam na presença da memória embriagam-se com a companhia do desasossego. O riso faz-se torto e amarela ao mentir para a felicidade em instância, que de tão sonhada, tão divinizada, caí aos pés descalços como o demônio da farsa. As mentiras, todas elas, que se criam como verdade, crescem e frutificam até se tornarem incontestáveis raízes na vida. É assim. E elas simplesmente não existem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos afastam o cotidiano do repetitivo. Mas trazem pra perto a variedade limitada dos gostos já provados, lugares já visitados, dos mesmos corpos a mesma temperatura. O amor que se compromete a trancafiar corações selvagens há de perceber, um dia, que não se domestica a fantasia que não foi feita para ser realidade.&amp;nbsp;Os olhos vermelhos perceberão em suas lágrimas falsas o grito de orgulho ferido, do desejo não atendido e do egoísmo ensurdecedor de não ter o que se quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A latência dos pulsos toca os sinos terrenos. Despertar não é somente abandonar as nuvens mas saber a hora certa de descer. Elas continuarão suspensas, as escadas, as asas, no mesmo lugar. Quem sabe outra hora voltar. Quem sabe até ir mais alto. Os sentimentos inertes que tendem a desabar só se desequilibram quando deixam de se movimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5739896688804700920?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5739896688804700920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5739896688804700920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5739896688804700920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5739896688804700920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/12/sucessivos-enganos-de-felicidade.html' title='Sucessivos enganos de felicidade'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4579830670681040772</id><published>2011-12-04T02:20:00.004-02:00</published><updated>2011-12-04T02:22:37.989-02:00</updated><title type='text'>E aí?</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Porque a gente vai vivendo feito num jantar chique. Deixando o doce pros lábios já salgados, transformando a sobremesa num encerramento perfeito. E quando chega alguém que de repente joga uma banana no meio do arroz e feijão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirem os sabores da minha boca, me privem da satisfação e da saliva ansiosa, mas não quebrem meu ritual de deixar o melhor pra depois. A expectativa do gosto, do gozo, aguçada, tem seu tempero medido pelo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4579830670681040772?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4579830670681040772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4579830670681040772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4579830670681040772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4579830670681040772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/12/e-ai.html' title='E aí?'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-702498937677557082</id><published>2011-11-30T00:19:00.001-02:00</published><updated>2011-11-30T00:28:15.806-02:00</updated><title type='text'>Céu de hoje</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aquela força toda, os dentes cerrados, os punhos fechados, onde foi parar quando eu mais precisei?&amp;nbsp;A tal coisa da fé, de crer, acreditar que existe algo maior que nos guia, nos move e nos dá um horizonte a alcançar, essa coisa toda eu fui jogando no ralo sem perceber e de repente eu tava lá, sozinha, sem nenhuma mão pra segurar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É estranho pensar no normal para as pessoas normais. Que elas se machucam, sofrem, se curam pra se machucar novamente e assim vão vivendo, até o fim, é a vida, todo mundo é assim. Elas esquecem. Esvaziam pra se preencherem denovo. Ando transbordando de sentimentos e palavras que não sei dizer. De problemas que não resolvi, de afagos que não consigo fazer, lágrimas que não consigo secar, opiniões que não sei defender. E viver com a dúvida se um dia vou explodir ou se vou morrer desse jeito, super lotada, concentrada, pensando se fiz alguma diferença pras pessoas que realmente amo. Se valeu minha dor. Meu sorriso. Meu abraço. Se valeu a preocupação de me quebrar em pedaços para dar na mão delas uma parte de mim pra sangrar também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ando meio espalhada por paredes de labirintos que se deslocam a cada dia para esconderem de si a própria saída. Tá lá a luz, não há como negar. Eu vejo, e ainda acredito que ela pode ser intensa, inexplicavelmente linda, como sempre foi. É só amor e ingenuidade, assim como a Lua, que só quer brilhar, só quer ser ela, simples, grandiosa em sua pequenez.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-702498937677557082?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/702498937677557082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=702498937677557082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/702498937677557082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/702498937677557082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/11/ceu-de-hoje.html' title='Céu de hoje'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-230981478574319170</id><published>2011-11-16T19:00:00.001-02:00</published><updated>2011-11-16T19:06:59.831-02:00</updated><title type='text'>Voz dos Dias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*&lt;br /&gt;Nossas mãos que se encontram no vazio. Entrelaçamos os dedos já que não nos permitimos mais juntar nossas vidas. Esse sofrimento velado e rasgado no corpo que não cicatriza embriaga as conversas jogadas fora e nosso diálogo balbuciado não nos leva mais a lugar nenhum. Não me pergunte. Eu sussurro. E as poucas palavras que me são possíveis o vento leva pra longe, antes de chegarem em você. Esse silêncio agoniza e penitencia as horas, já que não temos mais o que fazer. Por onde andam nossas construções sólidas e as algazarras da nossa felicidade? Onde escondemos nosso sucesso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nosso toque destrói hoje os castelos de areia onde fingimos dormir e o horizonte perdido pra dentro de si começa a afundar os sonhos que guardamos pra mais tarde. Anoitece, o tempo passa e permanecemos insones.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-230981478574319170?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/230981478574319170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=230981478574319170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/230981478574319170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/230981478574319170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/11/voz-dos-dias.html' title='Voz dos Dias'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7886699017415728172</id><published>2011-10-15T19:15:00.000-03:00</published><updated>2011-10-15T19:15:53.962-03:00</updated><title type='text'>Pedaços que se fazem um todo</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;O vaso arremessado na parede. Na tinta suja e encardida dos anos-dias escorrem nossos conflitos e lágrimas. Prometi que pintaria novamente nossa fachada. Disse que seria da sua forma, da cor que você escolheu. Um dia acordei, rasguei as cortinas com os dentes e decidi colar os retalhos sobre o cômodo. Você percebe a diferença? A sutil diferença entre o cheiro de mofo e o vento colado na sala? Preciso do movimento. Preciso de você, do furacão e da sua música tocada a violinos tristes. Tudo que leve pra fora, pra força, aquilo que distorça, amedronte, e seja inseguro. Percebe? Se estou ao pé da mesa sou sua. Mas só metade de um universo em expansão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menti. E toda mentira era a verdade que você construiu pra se entreter e se acomodar ao meu lado. Mentimos. E corrompemos o que não foi dito, subentendendo os erros como acertos. Eu fugi pra mim quando cheguei no seu limite. E mesmo assim, agora ainda piso descalça sobre os cacos da sua vaidade, passo a mão sobre a água das nossas flores e estou sorrindo. Há sangue que escorre pelo chão, e ainda estou sorrindo com os olhos.&amp;nbsp;Até nos cortarmos e quebrarmos novamente.&lt;br /&gt;Nos queremos até cicatrizar.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7886699017415728172?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7886699017415728172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7886699017415728172' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7886699017415728172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7886699017415728172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/10/pedacos-que-se-fazem-um-todo.html' title='Pedaços que se fazem um todo'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5378326470335306505</id><published>2011-10-06T21:51:00.000-03:00</published><updated>2011-10-06T21:51:47.604-03:00</updated><title type='text'>Capitães da nossa história</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trouxe a tempestade para a calmaria das águas claras. As ondas que antes firulavam espumas suaves, hoje são rebeldes assassinas do silêncio e da superfície. O vento que antes soprava, ruge e estraçalha nos ouvidos a presença indiscutível do alvoroço. Do nervoso. Do intenso emergir dos monstros que habitam a imaginação e se constroem de palavras. Quantos barcos antes passaram leves, intactos, flutuando no azul sem medo? Agora há medo. A revolução que suga os navegadores despreparados é a mesma que exige em suas profundezas os cascos para o futuro. Para que daqui a anos sejam resgatados tesouros e baús de moedas ouro. Para que dentro da tormenta do caos, seja possível reluzir a recompensa. Para que depois dos raios se choquem os gritos de felicidade dos piratas no oceano. A bandeira negra agora sustenta oceano a fora sua força e coragem e não há mais espaço para sorrisos quando a insegurança de instala. É de morte que a vida alimenta suas crias instáveis e é do coração da ferocidade que surgem as verdadeiras lendas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5378326470335306505?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5378326470335306505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5378326470335306505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5378326470335306505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5378326470335306505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/10/capitaes-da-nossa-historia.html' title='Capitães da nossa história'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-232407976163864606</id><published>2011-09-08T23:11:00.003-03:00</published><updated>2011-12-26T18:51:11.282-02:00</updated><title type='text'>Não nascemos metade para procurar no outro o que nos falta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 19px;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o homem que se acomoda nos braços que lhe foram abertos, logo pela primeira vez, é o mesmo menino disfarçado de homem crescido que caminha alimentado pelo medo da solidão. O quarto alargou e o armário ficou pequeno para os sonhos que, quando em vez, são tempestades de pesadelos. Ainda se agarra aos mesmos discursos aflitos de necessidade e sede de reconhecimento, discursos doloridos que andam em círculos. Términos em inícios conflituosos cheios de desdéns, poréns, alguéns escondidos em desejos reprimidos. Seus olhos choram a seco pela falta de costume e avermelham envergonhados. E cada palavra lhe é uma carta de desculpas, uma carta cheia de desculpas que explica o óbvio. Não há felicidade que preencha um espaço que não se permite abrir.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As portas foram abertas para o vento, diz. Sorri desajeitado com dentes que só se abrem para devorar argumentos. "Deixo você entrar", e convida ao engano. Porque, ao primeiro toque de brisa, passa a chave na porta. As cortinas se fecham, os cômodos esquentam e estufam os pensamentos que brotam. Enquanto as flores secam no varal a roupa molhada mofa na cadeira, esquecida, junto as estantes. Guarda passados em folhas amareladas que um dia serão resgatadas, assim como o agora. Um presente fantasiado de passado, vivido em fotografia de porta-retrato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sopro alegria de quem caminhou pelas trilhas desajeitadas de um mundo infantil. De quem apertou marshmallows entre os dedos e lambeu calda de chocolate. O toque que bate à porta, inutilmente, e sutilmente se faz carinhoso. Vão chegar os dias da felicidade, do gozo, do amor que explode cintilante, estrelado. Vou me espremer pela fechadura, vou gritar e abrir a janela, sacudindo as rosas já secas e entrelaçando as pétalas no cabelo. Vou chorar as dores alheias nas lentes de câmeras desconhecidas e escrever meu mundo por mim. Sem nós. Sem dores. Do lado de fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos deixar combinados os encontros das nossas vidas. Porque enquanto não houver um lugar onde eu possa crescer, não tem como manter sentimentos embaixo de viadutos frágeis. Pontes de isopor pintadas de cinza ainda esfarelam e não há concreto suficientemente rígido que segure a instabilidade de sentimentos voláteis. Não cabemos nos nossos planos até que possamos cortar nossos próprios braços e voar. Vou esperar sua mão. A menos que meus dedos se cruzem a outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-232407976163864606?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/232407976163864606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=232407976163864606' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/232407976163864606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/232407976163864606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/09/nao-nascemos-metade-para-procurar-no.html' title='Não nascemos metade para procurar no outro o que nos falta'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-3487601704198344165</id><published>2011-08-31T18:00:00.000-03:00</published><updated>2011-08-31T18:00:52.866-03:00</updated><title type='text'>Escolhas que nos cegam</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Nossos olhos cansam das mesmas paisagens e de repente nos pegamos atraídos pelo vazio. Pela ausência das cores flutuantes do exagero. Atraídos pelo insignificante que transborda dos becos escuros do desconhecido, caminhamos em busca do choque. Do corte. Do seco. Do pálido tom daqueles pesadelos sem nexo. Da rigidez daquilo que nasce pra morrer sem futuro, sem nome, sem reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas flores que matamos quando corremos e pisamos desajeitados estrada a fora ficaram presas na sola do passado. Porque por dentro a vida desabrocha enquanto por fora esmagamos o belo com nossa visão turva. Há lágrimas que servem apenas para embaçar em vez de lavar rostos mascarados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-3487601704198344165?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/3487601704198344165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=3487601704198344165' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/3487601704198344165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/3487601704198344165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/08/escolhas-que-nos-cegam.html' title='Escolhas que nos cegam'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5713627775353742979</id><published>2011-07-17T02:47:00.001-03:00</published><updated>2011-08-31T22:09:33.356-03:00</updated><title type='text'>O Sentido e o Desperdiçado</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Eu não vou pedir desculpas e não vou implorar para que me perdoe. Sei que vai entender, por todos os movimentos que fizemos para continuar andando, sei que vai compreender que sou irrevelável e indigesta. Não fiz nada de errado mesmo complicando o que gostaríamos de ser e não fomos. Sofri, e do certo e errado me virei em várias pra chegar a uma perfeição da qual nunca fui capaz. Agora entenda, que abaixo de todo esse suor que correu do meu corpo, de todas as palavras proferidas e todas as atitudes tomadas, ainda reside trancafiado em mim um Eu medroso, mutável, maleável, que se esforçou pra você dentro das guerras travadas. Houve sangue, dor e gritos abafados mas infelizmente não conseguimos ganhar. Há troféus que nunca chegam em nossas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me escondi pra provocar sua curiosidade e não emudeci para causar diálogo. De toda a simplicidade que você colheu de mim eu apenas posso dizer que foi o máximo que fui capaz de desenterrar. Dentro dessa desorganização de traços que sou, eu confesso apenas que o desenho borrado que te mostrei foi o máximo que consegui fazer. Apesar disso, meu carinho pelo nosso passado me força a deixar claro, como todas as estrelas que contamos, que sou uma coletânea extremamente complexa de rascunhos inacabados e incapazes de se revelar com facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo que passamos, esquecemos, revivemos, não me apague completamente de dentro de você, por mais que saibamos que essa menina, essa mulher, essa pessoa complicada que fui, esteja longe do que realmente sou. Tentei transbordar o meu melhor para os seus olhos, espremi o sumo dos meus sentimentos dentro da tua boca até me secar. Mas não pude, e isso me dói, não posso deixar que toque nas minhas sementes. Mesmo que eu não floresça, mesmo que isso um dia seja cuspido fora... &amp;nbsp;Existem amargos e azedos que me impedem de provar os extremos da confiança. Mesmo que eu tenha o doce tocando a pele. Mesmo que eu tenha perdido você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5713627775353742979?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5713627775353742979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5713627775353742979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5713627775353742979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5713627775353742979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/07/o-sentido-e-o-desperdicado.html' title='O Sentido e o Desperdiçado'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5760468464922267382</id><published>2011-07-10T17:16:00.001-03:00</published><updated>2011-07-10T17:24:53.371-03:00</updated><title type='text'>O que se vai e é levado</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Da poeira dos objetos que se faz estrelas janela a fora, lembranças salpicam o ar frente a luz, transbordando o céu de velharias sujas. Eu não queria que tudo se perdesse assim, feito perfume borrifado longe da pele. Mas há coisas que de tão superficiais são jogadas pra fora da memória quando passamos a mão para limpar. As pontas dos dedos ficam borradas, enquanto o tempo permanece suspenso em ácaros feito uma nuvem constante de coisas a se esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É cedo e a lua já saiu para prestigiar o que o vento será obrigado a levar. Fechemos os olhos e as cortinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5760468464922267382?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5760468464922267382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5760468464922267382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5760468464922267382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5760468464922267382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/07/o-que-se-vai-e-e-levado.html' title='O que se vai e é levado'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6353784114414529401</id><published>2011-07-01T21:19:00.001-03:00</published><updated>2011-07-01T21:21:36.369-03:00</updated><title type='text'>Sobre A Confiança</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Desculpa pelo medo que ainda me impede de me jogar. Depois que a gente se acostuma com o vapor quente dos movimentos e das pessoas comuns aqui embaixo, é meio difícil subir alguns andares e desafiar o vento. Eu quero pular e quero que você me empurre janela a baixo, sem piedade, sem segurar na minha mão. Assim que eu cair, espero que você venha logo atrás, e aí sim, toque meus cabelos, me dê o braço, para que possamos voar por aí. O que eu peço, com toda a humildade do meu coração, é que seja suave como cada nuvem que eu vou encontrar e que seja frio, como o ar de inverno branco com neve. Espero que congele. E petrifique. Porque em mim só há força de união quando motivada. Porque já subi o primeiro degrau e, depois dele, não pretendo voltar atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6353784114414529401?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6353784114414529401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6353784114414529401' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6353784114414529401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6353784114414529401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/07/sobre-confianca.html' title='Sobre A Confiança'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7148626534335239411</id><published>2011-06-30T21:48:00.001-03:00</published><updated>2011-06-30T22:26:16.387-03:00</updated><title type='text'>Quando É Difícil Navegar</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Desgosto mas me entrego pros teus olhos que me puxam em olhares prolongados, feito o mar de ressaca em dia nublado. Por um momento, espaço de tempo indefinido, falta o ar e sobra maresia, ansiedade suspensa em sal e vapor d'água, que envolve esse nosso afogamento inevitável. De repente não dá pé, sinto os braços meio que involuntariamente disconexos, dislexicos, procurando um pedaço diferente do teu corpo &amp;nbsp;pra me salvar. Eles tentam, e as mãos agarram na borda da tua íris num resgate fracassado, com gosto salgado de perda de sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem perceber estou me equilibrando nos teus cílios, com um medo danado de me perder denovo. Sem barco nem vela, boia na superfície a dúvida de ter meus pulmões cheios de lágrimas de dores que colhi em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Teve um dia que eu quis pedir socorro, antes mesmo de molhar a ponta dos dedos. Hoje eu só faço morrer e deixar que me falte forças pra respirar porque, não consigo mais seguir pela praia, depois que descobri o infinito do oceano ao te encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7148626534335239411?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7148626534335239411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7148626534335239411' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7148626534335239411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7148626534335239411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/06/quando-e-dificil-navegar.html' title='Quando É Difícil Navegar'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5715555358609871250</id><published>2011-06-04T03:34:00.000-03:00</published><updated>2011-06-04T03:34:06.817-03:00</updated><title type='text'>Como Eu Não Sei Me Comportar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Não é porque você ainda me olha daquele jeito que eu vou ceder. E me jogar denovo nos seus jogos. Porque antes, querendo ou não, a gente empatava. E sorria. Hoje meu prejuízo é pago por uma saudade dolorida e por um remorso pelo que podia ter sido e você não deixou. Perdemos, os dois, nos perdemos. Agora nos esbarramos entre vultos do imperfeito e minha vida é estar sempre de partida, indo embora rápido, com a certeza de que não temos mais o que compartilhar a não ser o que passou. E o que deixamos passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(- Mas ainda me resta uma dúvida: Como acabar tudo se nem chegamos a começar alguma coisa?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem vezes que eu tô olhando pra trás, distraída, encarando a gente.&lt;br /&gt;De repente você vem e me abraça.&lt;br /&gt;E o que tava no passado há 2 segundos volta me cercando durante uma eternidade por todos os lados.&lt;br /&gt;O pior de tudo é saber que você sabe como eu vou me comportar.&lt;br /&gt;E sabe que não é porque eu quero fugir que eu realmente vou sair correndo.&lt;br /&gt;Desde a primeira vez que você desamarrou os cadarços do meu tênis eu tenho medo de cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sinto falta de ser a menina que eu era pra você. Crescer está doendo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5715555358609871250?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5715555358609871250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5715555358609871250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5715555358609871250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5715555358609871250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/06/como-eu-nao-sei-me-comportar.html' title='Como Eu Não Sei Me Comportar'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7873406747918162588</id><published>2011-05-20T22:45:00.002-03:00</published><updated>2011-05-20T22:47:42.229-03:00</updated><title type='text'>Sintonia Da Escolha e Do Encontro</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Não somos tolos. Sim, irracionais. Porque na tolice reside a alienação pura em essência, da qual não somos pobres dependentes ignorantes. A irracionalidade escolhemos, ponderamos e fingimos possuí-la. Sejamos esse tipo de irracionais preguiçosos e deixemos nossas mentiras à solta, nossos gatos selvagens, que rasgam a sanidade alheia pelas hordas de homens de bem. Oh, mal sabem eles. Mal desconfiam. Que o que amola a nossa faca é a força das palavras brutas, estranhas, escrotas e de coerência duvidosa esbravejadas por aí. Bocas sujas, desejeitadas e desacostumadas com o verbo: vocês nem imaginam o quão doce é o sabor de suas idiotices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando do alto da sua febre a noite grita e ensurdece o seu sono, minha mente agita. A sua esturrica. A minha produz. A sua evolui. Subimos as escadas e contemplamos a lua, aquela mesma lua, da cor dos nossos sonhos&amp;nbsp;incompreendidos. Dormimos. Dançamos a madrugada dos condenados à criação, com a música tátil, o braile da nossa paz. Meus ouvidos aguardam o som da sua narrativa pronta em voz de desespero. Mal desconfiam. Mal sabem eles. Nosso diálogo é intermitente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há amor. Ah, amor, conseguimos. De amantes deriva o nosso substantivo, que de tão nosso, é mimado, misturado, e sem querer espalhado, pelas suas, pelos meus. Eles estão lá e nós aqui. E nos traimos com as nossas besteiras, traímos a todos também, porque de fidelidade vivem os preceitos, as instituições e os falidos. E no pecado, na culpa, na nossa perigosa aventura por dentre nossos desejos e dúvidas mais íntimos, descobrimos que nos perdemos. Esse vontade de escrever ainda nos mata. Onde estamos? Onde fomos parar? Quem se importa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7873406747918162588?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7873406747918162588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7873406747918162588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7873406747918162588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7873406747918162588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/05/sintonia-da-escolha-e-do-encontro.html' title='Sintonia Da Escolha e Do Encontro'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-1890749740348032250</id><published>2011-05-20T00:43:00.002-03:00</published><updated>2011-05-20T00:44:10.773-03:00</updated><title type='text'>Sobre A Surdez Dos Meus Passos</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Hoje eu queria escutar apenas o silêncio da sua ausência e calar dentro de mim a presença dos nossos descobrimentos. Não quero caçar tesouros sem baú, não quero sair às cegas procurando por moedas e trocos como tenho feito. Desde um momento para transfigurar seu sorriso até uma eternidade para esquecer, durante as horas desse dia eu queria desligar Nós Dois, essa música que tem tocado em AM aqui em mim (Coloco uma sinfonia na vitrola da caixola e deslizo.) Não te quero na minha manhã estranha acariciando minhas dúvidas com as pontas desses dedos grandes que costuma usar para enrolar meu cabelo. Não quero esse rotineiro abismo da tarde que nos suga os minutos com longos olhares e mistérios. Basta a minha esfinge. Basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Vai sentir minha falta?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei sem forças pra nos desvendar e indisposta para continuar a rastejar, por debaixo dessas raízes de gente tagarela em comum, pelos labirintos que forjamos no tédio da nossa ligação. Preciso ficar sozinha. Não atendo mais o telefone, meu bem, chega de joguinhos por hoje e não quero buscar a saída. Fico aqui pelo meio, pelos cantos, encostada nas paredes que cimentei para controlar meu descontrole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Despertei com um cansaço que me fez acordar sonhando que estava tudo bem.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então. Vou fantasiar o ar da sua não existência que escolhi respirar nesse dia lindo, frio, com um sol tímido que esquenta apenas o suficiente. Quero o básico que não me reprime, não me confunde e não me consome. Quero me esvaziar de você. Estou preenchida de um clássico som de auto-piedade, que resolvi cantarolar com os passarinhos na janela. Um dia você vai escutar esse assobio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-1890749740348032250?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/1890749740348032250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=1890749740348032250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/1890749740348032250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/1890749740348032250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/05/sobre-surdez-dos-meus-passos.html' title='Sobre A Surdez Dos Meus Passos'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-3672921315609205948</id><published>2011-01-07T02:22:00.000-02:00</published><updated>2011-01-07T02:22:31.690-02:00</updated><title type='text'>Gran Finale</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;- Mal posso me segurar.&lt;br /&gt;- Pra quê?&lt;br /&gt;- Pra vida!&lt;br /&gt;- E até agora você...&lt;br /&gt;- Ensaiando. Ela não perde por esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-3672921315609205948?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/3672921315609205948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=3672921315609205948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/3672921315609205948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/3672921315609205948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/01/gran-finale.html' title='Gran Finale'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5543338563040169251</id><published>2011-01-02T00:27:00.003-02:00</published><updated>2011-01-02T02:14:47.717-02:00</updated><title type='text'>O Mar</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Quando a sola dos pés pisaram a beiradinha da orla úmida, na areia molhada de onda que se foi, eu senti o que deveria quando se ensaia um reencontro. Toda volta, antes mesmo de preencher, assusta. E na surpresa da quebra perto das minhas pernas quase hesitei. Meus dedos se mexeram involuntariamente, esfriaram e mandaram calafrios pro resto de mim. Unifiquei. No vento, os pelos do braço se perderam, levantaram rápido e quiseram ir embora antes de recuperarem o costume. A maresia correu os fios do cabelo, bagunçou as mechas e ficou na pele tentando amenizar o primeiro contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passos pra frente, o ar começa a ficar mais denso. Respirar é difícil quando o verde-azul te chama pra se afogar, sem compromissos. O barulho convida o corpo a se entregar, como em qualquer outra paixão, pra uma troca única de energias. A espuma te diz que foi, mas daqui a pouco estará em você, envolvendo e ninando o sonho-acordado de quem mergulha na realidade. Na cintura já te pega de jeito. Quando os braços ensaiam o primeiro contato não há mais nada o que temer. A concha se abre. E dentro dela, o oceano inteiro é você enquanto alguém encosta sutilmente o ouvido na beira da sua vida para te escutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5543338563040169251?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5543338563040169251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5543338563040169251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5543338563040169251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5543338563040169251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2011/01/o-mar.html' title='O Mar'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7499876501795894460</id><published>2010-12-15T13:59:00.004-02:00</published><updated>2010-12-15T14:04:51.362-02:00</updated><title type='text'>Goles de Fim de Tarde</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;O escritor estava meio cansado de suas musas. E exausto também da ocasionalidade que envolvia conhecê-las, elas, sempre tão misteriosas e de difícil aproximação. Na verdade as que o inspiravam, as que tomava por base, pareciam inalcansáveis demais e a fadiga&amp;nbsp;tomava conta. Prefiriu trocá-las pelas que caminhavam pela rua, sem muita magia, sem muito encantamento, porque talvez assim se sentisse menos pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou no meio fio com o café da padaria na mão, olhou o asfalto e viu meia dúzia. Viu 20, viu 30. &amp;nbsp;Mordeu o pão com manteiga, olhou denovo. Elas passaram rebolando a bunda na cara dele. Foram muitas bundas e uma música tocou. "Pra que mentir se tu ainda não tens esse dom de saber iludir?&amp;nbsp;Pra quê?! Pra que mentir..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chão de merda. Média de merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7499876501795894460?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7499876501795894460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7499876501795894460' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7499876501795894460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7499876501795894460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/12/goles-de-fim-de-tarde.html' title='Goles de Fim de Tarde'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-227135621449560031</id><published>2010-12-14T15:58:00.002-02:00</published><updated>2010-12-14T15:58:45.266-02:00</updated><title type='text'>Cartinhas de Adélia</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Adélia estava precisando de um outro espaço, mais dela. Se quiserem continuar lendo as cartinhas, é só visitar o&amp;nbsp;&lt;a href="http://memoriasparamarta.blogspot.com/"&gt;http://memoriasparamarta.blogspot.com/&lt;/a&gt;&amp;nbsp;. Beijinho a todos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-227135621449560031?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/227135621449560031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=227135621449560031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/227135621449560031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/227135621449560031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/12/cartinhas-de-ad%C3%A9lia_14.html' title='Cartinhas de Adélia'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-2461302825292933749</id><published>2010-12-13T23:28:00.001-02:00</published><updated>2010-12-13T23:46:55.852-02:00</updated><title type='text'>Carta #004 - Marta, cabeça de vento</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Querida, eu sei. Não se preocupe. Eu sei de tudo, você sabe que eu sei e se preocupa à toa. Por quê? A partir do momento que eu tenho noção dos problemas, onde eles estão, onde estão doendo e qual a solução mais apropriada, só preciso deixar que os anos dentro das horas se completem. Depois de cada virada, vibrar, de branco, os Reveillons dos meus dias. É óbvio que envelheço mais assim, mas quem liga? Eu sinceramente não me machuco com a idade e com as ruguinhas que se acumulam pelo meu coração. Elas o deixam mais forte, tanto para o discurso da vida quanto para o olhar que projeto para as pessoas. Minha esperteza vai amadurecendo e vamos, eu e minhas nóias, superando os enganos que encontramos pelo caminho.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Vou calejando minhas empatias até chegar no meu ídolo mor, minha balinha de tamarindo, Bruninho. Nos falamos quando ele ainda tava por aí pela Big Apple brincando de camaleão nos neons dessa cidade gostosa. Meu porquinho espinho eterno, dos olhos caídos e do sorriso blindado. Brincávamos quando mais novos que seríamos um casal perfeito, sublimaríamos a condição humana-terrena e faríamos sexo intelectual de ideias.&amp;nbsp;Nasceriam coisas incríveis, pode apostar. Tínhamos uma lista de invenções essenciais para a humanidade que deveria ser publicada a qualquer custo. Perdemos o caderninho nas 30 mil mudanças que fizemos, lembramos sempre de algumas quando as circunstâncias pedem mas guardamos só pra nós. O mundo que se exploda. Chegamos à nossa terceira idade interna, estamos acabados com rostinhos teens, ele brocha e eu na menopausa, e continuamos nosso relacionamento banal de implicância e de dormir de conchinha. Não reclamo, é maravilhoso. Adotei ele pra mim e hoje nos cuidamos quando as fronteiras profissionais, físicas e emocionais permitem.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Dele claro que você lembra. Vivia aqui em casa. Quanto ao Thiago, realmente, te perdoo por não lembrar. Ele passou rápido, e continuou aparecendo como um cometa, de tanto em tanto tempo, até que sumiu de vez. Nos comíamos em qualquer lugar que não fosse as nossas casas. Eu desconfiava que ele tinha uma namorada mas nunca confirmei a suspeita. Tinha sempre uma frase de efeito pós-sexo que ele lia antes de sair de casa para encontrar comigo. Foi engraçado até o dia que citou "teus sinais me confundem da cabeça aos pés mas por dentro eu te devoro". Quiz me matar 2 vezes e mandei ele calar a boca, porque, como todo meu círculo de amigos sabe, odeio Djavan. Que ficasse em Goethe que tava melhor, apesar de terminar a frase dizendo "... do famoso Goeti." Era ridiculamente idiota mas me divertia. Tínhamos uma sintonia estranha de pessoas completamente diferentes e opostas que se curtiam pelo simples fato de não serem nada. Lembra do primitivismo que falei? Então, mordo a língua a cada lembrança.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Te perdoo também por não lembrar da varanda da mamãe, que você só foi uma vez num almoço da minha família em que ela ficou pregando e destribuindo mini-bíblias de presente para os convidados. Aquela varanda, aquela casa por sinal, foi meu berço. Cresci olhando o jardim dela florescer e florescer e florescer pra colorir minha infância. Faz um esforço e lembra desse dia. Naquela época éramos tão maravilhosas... Ouvíamos LP's antigos e bebíamos escondido no closet da casa da tia Ana. Fumamos maconha lá dentro até ela começar a desconfiar do cheiro e perguntar pra todo mundo se estavam sentindo algo estranho na roupa dela. Ninguém teve coragem de dizer. Nosso lema de "I hope I die before I get old" foi por água a baixo, não é mesmo? Tempo, hein. Tempo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-2461302825292933749?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/2461302825292933749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=2461302825292933749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/2461302825292933749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/2461302825292933749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/12/carta-004-marta-cabeca-de-vento.html' title='Carta #004 - Marta, cabeça de vento'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4857749179020793666</id><published>2010-12-13T01:52:00.005-02:00</published><updated>2010-12-13T02:19:04.879-02:00</updated><title type='text'>Carta #003 - Para Marta, sobre a outra</title><content type='html'>&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Martinha, vi a ditacuja de longe. Estática, estereotipada, e, tadinha, não é escritora. Percebi no ar songo mongo. Malu falou que olhou pra ela e lembrou de mim, em alguma coisa no jeito de sorrir ou nos cílios apertados. Fiquei meio puta porque não aguento que me achem nos outros. Ele disse uma vez que olhava pra mim e não me reconhecia sempre, porque eu me camuflava com o dia, com o tempo, com as situações e emoções que vivíamos. Olhei pra cara dela, vi mesmiçe e tive uma pulsão de desfigurá-la como um monstrinho de massinha. Tavam andando por aqui, ele, com o mesmo olhar de bicho perdido de sempre e a outra, sei lá, não vi nada muito diferente nos olhos dela. Vi que usava saia. Não sei ser mulher direito minha amiga, no sentido conceitual da palavra, não entendo homens e é por isso que a gente inventa né, escreve um personagem aqui, outro alí, arranjando desculpas para refugiar o turbilhão que é a cabeça de quem cria coisas pra se preocupar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sempre vou achar estranho e meio primitivismo essas coisas de se encantar com o bruto que representa algo, como quem se apaixona pelo Rio de Janeiro e se atraca logo com um pedaço de carne bronzeado, que gosta de arrotar samba pelos calçadões de Copacabana. Você não acompanhou direito o ritmo da cidade, mas o Rio é um lugar de calores constantes. As pessoas suam com a atividade que é ser "da gema" como quem transpira brasilidade. Calores morais, físicos, musicais e pessoais. Os cariocas vibram naturalmente com uma energia que brilha os olhos. Mas enjoa-se rapidamente da maioria, a alegria em excesso cansa e o processo é uma questão de tempo. Quanto a mim, você ainda me curte que eu sei, e o que me disse me enche de continentes "Adelinha, sai de você a maresia do Rio e o cheiro carioca; mas por dentro, por dentro querida, vejo todos os oceanos do mundo." Ainda tenho esse postal de quando você me convenceu a viajar pela primeira vez. Devo a você um pouco desse mundo em mim.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Fiquei sabendo que talvez seja dançarina, a garota. Desculpa, deixa eu falar. Dessas de dança de salão profissional. Que seja. Pelo menos na cama ele vai se divertir. Comigo era amor demais, como ele dizia, não passamos pela paixão. Deixa ele se esfregar um pouco por aí com ela, porque sabemos que vai faltar aquele tempero que deixa as coisas acontecerem. Como eu e o Thiago, aquele atleta vagabundo, que era fofo, mas um pamonha. A necessidade da linguagem e da poesia, a falta da troca, a saudade de escutar uma frase que esteja nisso tudo, no nosso meio, na nossa língua. Isso pesa.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O que mais me deixa fula da vida, há deixa mesmo, é saber que o papo foi o mesmo. Praticamente cuspido e escarrado de quando nos conhecemos. O ele dizia que eu tinha e era especial, é o contrário do que ele disse que achou nela, e se encantou. Estou confusa como uma adolescente burra. Não consigo me entender. Aliás, tento, menina, me desce uma luz a cada vez que eu penso nisso. Sabemos enrolar, se a gente escreve e inventa pra literatura, por que não inventar e reinventar a própria vida pro mundo. E acabar de destruir o coração de alguém? E jogar meus sentimentos no lixo? Vou parar de exagerar, prometo, quando estiver mais calma. Juro que precisava só de um cigarro agora e duas horas na varanda da casa da mamãe...&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Mas não dá. Não sei se te contei mas brigamos. Ela queria me levar à Igreja, sei que anda meio gagá, mas explodi com o "Te falta Jesus no coração!". Vá pra merda, eu disse. Ela ficou muito ofendida e tem se comunicado muito raramente comigo por mensagens na secretária eletrônica. Caí em tentação. Voltei praquele livro. Sem compromisso, só pra ocupar a cabeça. Não vai sair não, não quero. Tá muito porco pra servir de diversão pra alguém além de mim. Coloquei uma personagem noviça em homenagem à mamãe, quando tivermos melhor, conto pra ela.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4857749179020793666?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4857749179020793666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4857749179020793666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4857749179020793666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4857749179020793666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/12/carta-003-para-marta-sobre-outra.html' title='Carta #003 - Para Marta, sobre a outra'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4723171771404667400</id><published>2010-12-10T17:43:00.002-02:00</published><updated>2010-12-10T18:08:14.133-02:00</updated><title type='text'>De Dentro Para Fora</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Nos enfurnamos tanto nos edredons e perfumes alheios que não sentimos mais a leveza do nosso cheiro. Intoxicamos nossa memória de lembranças. Nos envolvemos tanto na roupa, no pescoço, nos olhos que esquecemos que o coração acelera mais do que devia. Seguramos tanto o peso dos outros, as doenças, as paranóias que, de tanto tomar fôlego, perdemos o ritmo dos nossos pulmões. Seguimos os passos do outro de olhos fechados, correndo com desespero, sem desacelerar para controlar nosso próprio ritmo. Acabamos transformando nossos sonhos em bolha pra dois, que a qualquer sopro muito forte, desmancha e acaba com as cores. Ofegamos para a paixão, mergulhamos de nariz tapado e, mesmo assim, nos inundamos de água e sal. Sejamos fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes é preciso deixar o amor respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4723171771404667400?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4723171771404667400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4723171771404667400' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4723171771404667400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4723171771404667400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/12/de-dentro-para-fora.html' title='De Dentro Para Fora'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-8778112225861144191</id><published>2010-12-08T22:45:00.009-02:00</published><updated>2010-12-10T14:29:54.612-02:00</updated><title type='text'>Carta #002 - Para Marta</title><content type='html'>&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Marta, acabou o tudo. Como quando vamos entornando uma garrafa que, de repente, está vazia. Como a areia da ampulheta que, de repente, já foi toda pro outro lado. Menina, sou o último grão. A plenitude, os sorrisos, a troca, a sintonia, parecem ter evaporado com o vento. Tudo. Não me controlo e desembesto a escrever como uma maluca, perdendo o português por aí, trocando os dedos com a caneta, como quando eu tinha 12 anos. Minhas poesias de criança andam mais cheias que o bando de merda que eu tenho escrito. Mas não faz mal, aliás, pra mim não faz mal. Não estou mais vendendo minha dor como uma escritora hipócrita, agora ela é de graça por aí, pela internet mesmo. Porque eu preciso me aliviar de vez em quando, desde que parei com o álcool e com a nicotina resolvi escrever textos ruins para me intoxicar das minhas baboseiras. Só preciso compartilhar com você agora porque ando chorosa, sozinha, e precisando de ouvidos e colo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;No início, eu não sabia o que dizer. E, agora, pior, não sei mais o que sentir. Não sei mais mesmo. Isso não está no meu controle e eu desconfio que nunca esteve sob. Porque antes era tudo tão lindo, tão harmônico, que parecia poder dar certo. Cantarolava uma música em mim. Ainda me olha como se soubesse de tudo dentro de mim, como se ainda mergulhasse só em mim e em mais ninguém. Ainda me toca como se fizesse carinho na minha alma e me reconfortasse nos meus medos. Porque eu tenho medo. Ainda tenho muito medo de ser feliz. E isso me torna cada dia menos capaz de me segurar como uma pessoa normal, que enxerga a vida como deveria enxergar. Felicidade, nunca busquei muita coisa dela. Mas toda vez que alguma coisa parecida chegava perto eu recuava. E continuo recuando, Marta, eu só ando pra trás. Antes o carangueijo, Marta, antes ele do que eu.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A primeira vez que vi aquela cara tive certeza que seria importante, e ter dito tudo isso durante tanto tempo só me fez mais fraca. Foi a única vez que fiz isso em toda a minha vida e parece que esmigalhei tudo sem perceber. É normal errar, quando o erro é do outro. Eu errei comigo, com a porra dos meus sentimentos todos e agora tô aqui, sentada, enchendo seu saco como uma idiota porque não sei o que fazer. Não sei mais. Porque tudo tá tão pesado aqui dentro, tão misturado, dolorido, que eu troco o dia pela noite como se adiantasse alguma coisa. Nada tem adiantado, minha querida, nada.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E as palavras andam soltas por aí. Não sei se me livrei por completo delas, se as abandonei pra sempre. Pra sempre é muito, né? Larguei elas livres para serem um pouco feias. Que errem também, um pouco, para eu não me sentir tão mal. Toma aí algumas bobas e mal encaixadas nesta carta escrota. Mas você há de me entender, você sempre entende. Minha querida, não sei o que seria de mim sem você. Não quero mais que comprem minha arte, minhas frases, minha vida. Não quero mais escrever, eu dicidi, Marta. Não quero mais que comprem minha angústia. Devo parar em breve. Há, quanto a mim, não se preocupe, não sou de loucuras radicais. Vou apodrecendo aqui, aos pouquinhos, na minha mesquinharia, enquanto me retrato comigo mesma."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-8778112225861144191?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/8778112225861144191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=8778112225861144191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/8778112225861144191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/8778112225861144191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/12/carta-002-para-marta.html' title='Carta #002 - Para Marta'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6079793388932726931</id><published>2010-12-07T02:31:00.001-02:00</published><updated>2010-12-07T02:32:41.986-02:00</updated><title type='text'>O que é.</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Pensar em alguém que já se foi e continua, um sentimento estranho que aprisiona, um cena de vida que marcou.&amp;nbsp;Ressuscitar&amp;nbsp;um amor, desconstruir outro, colocar voz em um personagem, aquela voz que calamos ou que acovardamos. Pegar um pedaço de papel, um guardanapo, anotar frases no ônibus, no restaurante, no bar. Digitar uma besteira no celular, atualizar um status, olhar nos olhos de alguém e pensar em alguma coisa pra dizer. Linguagem. Texto.&amp;nbsp;Escrever. Coisificar. Colocar pra fora&amp;nbsp;alguma coisa para que essa coisa alivie o que não entendemos, o que apenas sentimos que precisamos fazer quando nada é capaz de satisfazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginar o outro reconstruído em uma imagem moldada pela criatividade. Agir com o verbo na boca de um alguém sem manipulá-lo, ou quem sabe, manipulando-o sem que saiba, afinal, somos nós, nossa mente fervendo e apenas pegando emprestado um outro abstrato. Confundir-se, esforçar-se, doer. Apagar e reescrever o mesmo num infinito de vezes de formas diferentes. Carregar a dúvida sobre a qualidade e a importância do que se faz a partir do momento em que jogamos mundo à fora. Palavra juntada, recortada, mastigada, engolida, vomitada. Sentido. Conotação e emoção. Motivação da ausência transformada em arte para olhos alheios, quando por dentro de nós é apenas uma vontade, uma vontade louca, de sei lá o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6079793388932726931?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6079793388932726931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6079793388932726931' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6079793388932726931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6079793388932726931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/12/o-que-e.html' title='O que é.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5710968152930586419</id><published>2010-12-05T22:20:00.001-02:00</published><updated>2010-12-08T23:16:52.135-02:00</updated><title type='text'>Carta #001 - Para Ele, a primeira.</title><content type='html'>&lt;i&gt;*&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Eu bem sei que você procura alguma coisa nela que possa agradar a sua carência. Alguma coisa parecida com um gosto comum ou um traço de personalidade que combine com você, como eu combinava. Que olha pros cabelos dela e lembra do cafuné que fazia nos meus. E que repara na forma que entona a voz e lembra que eu falava engraçado. Que as comparações, quanto ao jeito, ao sorriso, ao olhar, caem sempre em memórias de mim. Sei também que quando você a beijou não sentiu nada, além da vontade de gostar muito e esquecer o que você precisava esquecer.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A gente sabe que tentou muito. E tentou várias vezes. Mas acontece que eu tenho muitos problemas em adivinhar homens, prever ações, tomar decisões. E você sempre soube, e fingiu não notar. Tentei jogar alguma coisa nas suas mãos que você pudesse segurar e se sentir mais corajoso. Também tentei mostrar o quão encantada eu ficava na sua&amp;nbsp;companhia. Mas as coisas deram errado, como quando vão perdendo a força, e o tempo foi enferrujando aquela magia que tínhamos juntos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Não vou dizer que não vou ficar remoendo, nem chorando baixinho, nem nostalgiando nosso passado que, ainda presente, não saiu de mim. Depois de tantas mentiras eu agora só quero me mergulhar em verdades, mesmo que ainda me doam um pouquinho. Sobre amor, não me venha denovo, por favor, com essa história. Eu não faço essa cara de idiota sempre, pra qualquer um, a qualquer momento. Eu só quis que você percebesse o que eu tentei, durante anos, dizer."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5710968152930586419?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5710968152930586419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5710968152930586419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5710968152930586419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5710968152930586419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/12/carta-001.html' title='Carta #001 - Para Ele, a primeira.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6396365495851623314</id><published>2010-11-29T06:48:00.001-02:00</published><updated>2010-11-29T09:42:17.052-02:00</updated><title type='text'>Despertar</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Acordou e assim que viu o céu lilás, imaginou que, se ela acordasse naquele instante, teria uva para o café da manhã. Além do cacho, sobre a mesa, havia separado algumas flores esquisitas, do jeito que ela gostava, variadas e com cheiro de campo. O sol foi subindo. Olhou para ela na cama e sentiu suas mãos tremerem como nas primeiras vezes que a viu. Bobagem. Voltou os olhos para as pálpebras fechadas dela e tentou pensar num sonho bom, que talvez ela estivesse sonhando, ou que talvez tivesse sonhado algum tempo depois de cair no sono. Passou a mão pelo rosto dela, enrolou um cachinho de cabelo entre os dedos e fez um carinho na nuca, perto da orelha. Podia jurar que a via sorrindo, mesmo com o rosto adormecido, como quem sente que vai acordar na hora certa. Bobagem. Estava cedo demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6396365495851623314?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6396365495851623314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6396365495851623314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6396365495851623314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6396365495851623314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/11/despertar.html' title='Despertar'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4731321992845281713</id><published>2010-11-27T01:19:00.005-02:00</published><updated>2010-11-30T21:51:44.438-02:00</updated><title type='text'>Sílvia Mar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;"Remar. Re-amar. Amar."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Caio Fernando Abreu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era Sílvia Mar, apesar de, à primeira vista, quase ilegível. Apesar também de Sílvia nunca sequer imaginar que tinha virado nome de barco, muito menos sobrenomeada de Mar. O rapaz tímido, coberto de madrugada, maresia e roupas velhas, repintara o casco de madeira com cuidado depois que seu olhar fora atraído pelos olhos tortos dela. Como por uma força estranha, por falta de palavra, chamava carinhosamente seu encanto de magnetismo. Sabia que não era. Mas achava poético deslocar um conceito para um sentimento inexplicável. Representava sua humildade, de quem nunca sabe o que fazer, quando acha que os momentos lhe pedem atitudes de resposta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era novo para ser pescador e se sentia peixe pequeno toda vez que saia para pescar e dava de cara com ela. Sílvia havia passado dois anos na praia fazendo sei lá o que, sei lá por que, mas olhava ele partir todos os dias sentada na areia fria, de longe, com atenção. E ele, medroso, que nunca tinha visto cabelos tão ferozes, imaginou de imediato que só poderiam ser ondas que, fugidas da praia, tinham ido se abrigar sobre a cabeça da morena. Dos olhos castanhos, profundos, com certeza deslocara os corais para que moleque burro, desavisado, tombasse e perdesse o prumo antes mesmo de jogar a rede. E lá estava ele, emalhado sem saber como fugir, perdendo o ar com o passar das horas e prevendo a morte no precipício do corpo dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi no dia em que a areia amanheceu vazia que o peito do menino quase parou. Acreditava que no quase, por pouco, teria tido a coragem que o mar ensina para chegar naquela superfície e ter certeza de que todo aquele mistério era apenas pérola escondida. Quando o silêncio da ausência trouxe o sol quente, e o barco amanheceu parado no cais, a tinta começou a alisar as tábuas secas granuladas de sal. Despedidas são salgadas, principalmente quando &amp;nbsp;forçadas contra o vento do tempo. Mas os nomes se apagam depois que a dor passa, que água leva e o infinito esconde; não por isso, a memória deixa de navegar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4731321992845281713?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4731321992845281713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4731321992845281713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4731321992845281713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4731321992845281713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/11/silvia-mar.html' title='Sílvia Mar'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6562255532257818483</id><published>2010-11-24T22:11:00.002-02:00</published><updated>2010-11-24T22:13:27.751-02:00</updated><title type='text'>De com posto.</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Morte ou encantamento, o que você prefere? Te pergunto e me interrogo em segredo durante horas à fio sempre esperando respostas diretas com a certeza de não as ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu diria os dois há nós dois em algum lugar meio ermo meio termo se matando fazendo nada enquanto tudo acontece no pequeno espaço da nossa mistura. Temos cores e um arco íris em liquidificador de voltas e mais voltas de gracinhas sexuais e mentiras pessoais. Depois de te ter tão meu na mesma medida que nunca tive pude perceber que o que de nós resta é o máximo que minha alma é capaz de produzir. Desfaleço com constância sozinha enquanto o eu e você flutua entre a cabeça dos outros estranhos à parte dos inacontecimentos. Gargalhamos ironias espalhamos olhares por aí que se escondem pelas entrelinhas invisíveis da multidão ignorante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas horas que deprimo comprimo sentimentos na mão e esfrego na minha própria cara. Nos matamos e torturamos para que um mundo acontecesse e continuamos apodrecendo o que todos acham bonitinho. Não me encare mais assim eu digo e repito não nos olhemos mais assim. Acho que nossos perfumes juntos exalam putrefação. Mas nada de mais até porque nada mais natural. Vamos nos despedindo aos poucos antes que tentem descobrir como conseguimos viver tão rápido em tão pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6562255532257818483?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6562255532257818483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6562255532257818483' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6562255532257818483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6562255532257818483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/11/de-com-posto.html' title='De com posto.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-9031253701683875375</id><published>2010-11-02T17:58:00.002-02:00</published><updated>2010-11-02T17:58:00.866-02:00</updated><title type='text'>Sinonímia.</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;- Ei, me dá um sinônimo pra "você".&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Confusão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, não é...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sou sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não "você".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então... Você?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não existe...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Há... seu fofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-9031253701683875375?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/9031253701683875375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=9031253701683875375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/9031253701683875375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/9031253701683875375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/11/sinonimia.html' title='Sinonímia.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5260504326248525882</id><published>2010-10-17T19:21:00.001-02:00</published><updated>2010-10-17T19:22:28.023-02:00</updated><title type='text'>Desconcreto, desumano.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Poesia: s.f Característica do que toca, eleva, encanta. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Forma especial de linguagem, mais dirigida à imaginação &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;e à sensibilidade do que ao raciocínio. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Em vez de comunicar principalmente informações, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;a poesia transmite sobretudo emoções.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Dicionário Aurélio&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho tendência a florear assuntos porque a vida já é demais sofrida para que a linguagem se torne dura e seca como algumas pessoas. Não te conheço, parecem anos esses segundos, ou vice versa?, não te conheço e percebo que nem quero isso pra mim. Vamos direto ao assunto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Não vamos nos dar bem, fique logo sabendo. Quero que você olhe bem fundo nos meus olhos e tente enxergar a dificuldade que é pra mim me relacionar com pessoas como a do seu tipo. Que tipo? Esse, arrogante, sem poesia nos olhos. Não me dou bem com pessoas sem poesia. O lirismo do ser humano está naquele brilho natural de gente que ama, ou que ao menos reconhece, que o real sentido do amor, é essência da existência de uma pessoa normal. Que vive. Não há nada disso em você. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No máximo uma tentativa tola dadaísta de aparentar diferença entre os demais. De juntar recortes aleatórios para montar a personalidade fraca de quem não tem muito para dar aos outros. Que nasce e morre em si. Gente que se faz, se mostra e não se reconhece. Que não, simplesmente, é. Vai embora daqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já tá na hora mesmo de você sumir da minha frente.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5260504326248525882?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5260504326248525882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5260504326248525882' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5260504326248525882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5260504326248525882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/10/desconcreto-desumano.html' title='Desconcreto, desumano.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4603166207887139027</id><published>2010-10-16T20:09:00.001-03:00</published><updated>2010-10-16T20:09:54.305-03:00</updated><title type='text'>Rima Barata</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Meu coração é mole, consumista&lt;br /&gt;vive de batidas por promoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só de ver anúncios e liquidações,&lt;div&gt;você, e um mundo de tentações,&lt;br /&gt;não resisto e seu amor quero ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto me falta quando em nós&lt;br /&gt;completo o preço total de amar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me dá de graça, logo, esses olhos&lt;br /&gt;que já cansei de tanto pechinchar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4603166207887139027?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4603166207887139027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4603166207887139027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4603166207887139027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4603166207887139027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/10/rima-barata.html' title='Rima Barata'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-236563675702843184</id><published>2010-10-10T20:45:00.004-03:00</published><updated>2010-10-12T13:12:05.978-03:00</updated><title type='text'>Guerra Particular</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Quando peço paz não sei mais o que estou pedindo. Não sei mais o quero se querer é desejar inconsciente estar junto de quem quero longe. Do meu lado, um arrepio, na ausência, um calafrio. Te quero perto, sem sossego. Te quero longe, um desepero. Me deixa em paz? Fica e se afasta de mim, porque não aguento te ter e não te suporto nos meus ombros. Volta logo pra eu te ter sob meus braços, vem pra perto pra nos despedirmos mais uma vez. Quero esse movimento. Esse eterno retorno de perda e ganho do que nunca tive. Você. Paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-236563675702843184?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/236563675702843184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=236563675702843184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/236563675702843184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/236563675702843184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/10/guerra-particular.html' title='Guerra Particular'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4171818635333510219</id><published>2010-09-20T00:33:00.001-03:00</published><updated>2010-09-20T00:33:13.118-03:00</updated><title type='text'>Última Carta</title><content type='html'>* &lt;br /&gt;Eu vi você fazendo as malas e trancando a sua vida longe de nós. Sabia que dessa vez a porta se fecharia e isso continuaria a reverberar durante um tempo infinito dentro de mim. Ecoaria no meu vazio. Mesmo assim não consegui impedir. Ver sua presença partir me apertou forte o peito e terminou por constatar, enfim, que a palavra partida saía por completo da sua boca. Nossos anos e nossos escassos minutos que nos ensaiaram amantes não geraram uma memória: temos uma quase-história cortada, dobrada e guardada que eu, covarde, vou revisitar, enquanto você joga fora pelo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi seus bilhetes de fuga, seus planos e seu jeito de adeus. Percebi que a cada dia dos últimos dias você ia um pouquinho embora, como se levasse para longe de mim, a cada 24 horas, uma peça de roupa. E, assim, o de repente me fechou no armário com cabides desnudos, o imediato me sufocou de mofo e eu fiquei sem saber como gritar. Sou a sombra do casaco que você deixou pra trás, seu cofre vazio, sem segredo. Sei que já chorava sozinha depois de todas as brigas que tivemos mas antes tínhamos o dia seguinte para nos redimir em esperança. E agora? Onde você está enquanto o tempo passa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me respondo e me interrogo, passeando entre algo parecido com culpa e saudade. Nos assassinamos por amor e hoje nem passado conseguimos ser pois no final, abrimos mão dos nossos pecados, nossos nós de memória, pela purificação de tantos erros. Sim, somos finalmente santos, eternos e imaculados no que desconstruímos. E mesmo em confusão... sinto sua ausência, a cada abraço que não pedi, a cada palavra que evitei. Porque te sinto perto, mesmo doendo e sem olhar nos seus olhos, mesmo sem sentir teu cheiro perto de mim. E agora? Temo. Minha vez de quebrar, meu momento de partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" style="border-width: 0pt;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4171818635333510219?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4171818635333510219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4171818635333510219' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4171818635333510219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4171818635333510219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/09/ultima-carta.html' title='Última Carta'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5785230464414010939</id><published>2010-09-14T22:17:00.002-03:00</published><updated>2010-09-14T23:44:05.847-03:00</updated><title type='text'>Bip.</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;- Oi. (...) Mamãe me perguntou sobre você ontem de noite, falou que nunca mais tinha te visto. Queria saber se tinha viajado, disse que não. E ainda ontem antes de dormir aquele bichinho que você me deu há algum tempo caiu na minha cabeça, de cima da estante, levei um susto danado. Hoje acordei sentindo sua falta. Não sei exatamente porque, ontem estava tudo tão bem. Acho que o fato da minha cabeça começar a entender que você é distante e cada vez mais vai para mais longe me dá um certo medo. Não quero mais continuar medindo. Não sei se queria ir com você, se queria que você ficasse perto, se queria um abraço ou só um sorriso. Acho que hoje só queria você do meu lado pra ter certeza de alguma coisa. Certeza de mim, certeza de você, sei lá... Certeza de que ainda existimos. Deve ter sido isso. Não precisa ligar de volta. Beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5785230464414010939?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5785230464414010939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5785230464414010939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5785230464414010939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5785230464414010939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/09/bip.html' title='Bip.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-532708844951859928</id><published>2010-08-27T22:16:00.019-03:00</published><updated>2010-08-28T14:08:58.868-03:00</updated><title type='text'>De volta, em volta.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;É o mar o vício&lt;/i&gt;&lt;i&gt;/desses seus olhos,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;que vivem a procurar/&lt;/i&gt;&lt;i&gt;quem há muito se perdeu&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;sem promessa de voltar.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Espera - Filipe Couto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Vestido, dinheiro, cigarro. Chiclete e gosto de vodka. Ei, me leva? Vai seguindo aê. Não moço, não liga o ar condicionado não. Isqueiro. Fogo. A noite ainda me surpreende toda vez que me encharca de estrelas safadas assim, medíocres, como as desse céu de final de semana. Adoro banho de céu. E secar na poeira da rua me deixa com a pele colando de tanta liberdade. Queria que toda vez que meus olhos terminassem assim, borrados, e minha cara assim, bêbada e distante, eu pudesse encontrar ventos tão bons quanto esses que entram no seu carro, moço. Ei! Não, pela praia, vai pela praia, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que esse Rio de Janeiro fosse trancado em um baú de vidro porque aquelas coisas que aprisionam neve pra sacudir são muito claustrofóbicas. Também porque bonecos de neve não são eternos como esse clima de cidade que floresce. Colocaria o mar no baú, a lua, as areias e me esconderia na maresia dessas lembranças toda vez que caísse no vácuo do tédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas janelas automáticas de carro são o máximo. Lembra do tempo em que tinha aquela manivela escrota? Há, ainda tem carro com aquilo? Há cara, você é muito moderno. Esse taxi é lindo, essa janela sobe e desce tão bonito. Eu to sozinha. Mas me sinto tão linda também, como essa janela e esse vidro com insulfilm, de dentro pra fora espiono, de fora ninguém me vê. Essa poesia de estofado ainda me mata de indigestão mental. Quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei. Se eu fosse nadar agora eu me afogaria de sal ou de madrugada? O que eu engoliria primeiro... o que me entraria goela a baixo? Se eu fosse corte, se eu doesse, se eu fosse dor e se eu sangrasse estaria segura em ondas escuras. Ei, aqui, aqui, aqui. Esses zumbidos e esses olhos de coruja me acordam sem eu dormir. O descanso não sabe se vem, a vertigem insiste em ficar e meus pés ainda me guardam de pé. Pode ficar com o troco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-532708844951859928?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/532708844951859928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=532708844951859928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/532708844951859928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/532708844951859928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/08/de-volta-em-volta.html' title='De volta, em volta.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7302352890806845848</id><published>2010-08-22T00:21:00.005-03:00</published><updated>2010-10-17T23:50:16.060-02:00</updated><title type='text'>Diz.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*&lt;br /&gt;É, aquela sensação estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela insegurança fria dentro do estômago, aquele inverno de ansiedade que é capaz de congelar minhas ações. Uma súbita vontade de procurar um refúgio e esconder cada centímetro de nós, pra ver se é possível que desapareçamos por alguns instantes. Pra ver se irão sentir inveja do nosso desprendimento e da nossa partida, pra ver se será possível guardar só pra gente o que os outros nunca vão ter.  Ao mesmo tempo, deixar que gritem todas as evidências, deixar que transbordem todos os comentários, porque nada importa quando nos temos assim, tão um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, aquele medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que de repente você pode pegar um trem e ir embora, me dizer adeus com um beijo na testa e me deixar com toda essa felicidade nas mãos, sem ter o que fazer. Enquanto eu observo pela janela suas malas partindo pra outro lugar que não tem o cheiro do meu quarto. E começo a não sentir mais o seu perfume abraçado a mim. Ou então, aquele receio de que você pode de repende olhar pra qualquer outra e descobrir que eu não sou mais suficiente. Ou olhar pras antigas e sentir que não sou mais novidade. É a possibilidade de ficar cheia de um amor inútil e derrotado que talvez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, aquela besteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você ainda me ama? Me dá alguma metáfora pra eu me sentir melhor. Me cobre de versos e rimas enquanto tento trasformar minha prosa em nós. Me sussurra alguma coisa inaudível pra eu contrair o meu pescoço, fica perto de mim? Sempre esperei por alguém que entendesse o que sinto mas hoje eu vejo que preciso falar. Mesmo sabendo que já te encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7302352890806845848?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7302352890806845848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7302352890806845848' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7302352890806845848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7302352890806845848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/08/e-aquela-sensacao-estranha.html' title='Diz.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7889738170300140066</id><published>2010-06-19T19:00:00.004-03:00</published><updated>2010-06-20T12:07:15.208-03:00</updated><title type='text'>O(s) outro(s)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"...sente mais do que pretende, e, descontente, mente e ressente as vontades com remendo. Tenta se limitar com o coração que o prende e acaba descrente do próprio sentimento."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Victor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Você me dói tanto. Sinto que, em mim, escorrem as lágrimas de olhos alheios, um dia ressecadas ao vento. Ou pelo tempo. Choro mais do que tenho e deixo as horas passarem pela minha preocupação inútil-eterna: não tenho nada com que me preocupar... tudo falece antes da renovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo e reconheço as feridas dos outros porque as minhas já estão tão profundas, tão enraizadas, que alimentam minha própria existência. O que me sustenta ao mesmo tempo me corrói e toda essa autofagia, todo esse canibalismo sentimental, me fazem não digerir nada dentro de mim. É simples. O gosto da verdade amarga cada vez que sinto à boca as dores da sua cabeça, do seu peito, da sua memória... Revivo o que não tenho, mesmo não querendo, pois já está tudo vindo em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respiro enquanto gasto forças ausentes. Desenrolo frases feitas sobre o impronunciável; gostaria de não sentir. Assim, em mim reverbero mentiras enquanto você me suicida violenta e vagarosamente pequenos pedaços de lembranças porque, eu não sei porque, talvez te faça um pouco bem. Desacordo. Desgasto. Peço mais. Preciso de cada desgosto para entender, enfim, que o inevitável faz de mim inconstante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7889738170300140066?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7889738170300140066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7889738170300140066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7889738170300140066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7889738170300140066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/06/os-outros.html' title='O(s) outro(s)'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5556382400417882609</id><published>2010-06-05T15:43:00.006-03:00</published><updated>2010-06-05T17:00:34.908-03:00</updated><title type='text'>Carta de Descompromisso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*&lt;br /&gt;Acordei hoje com um medo estranho. Isto não é um diário, esta não sou eu. Vivo com um medo estranho. Seria capaz de não fazer nada a não ser me recolher sozinha nesta angústia tímida. Desafiaria minha euforia e tentaria emudecer essa vontade de rasgar as paredes. Paralizaria por alguns instantes mas agora o que faço é me rebater contra a minha eterna e querida insegurança para fincar as unhas em algo mais sólido do que eu. Começo uma revolução. Mas não estou com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que controlam minha respiração, que me contam, me observam, me julgam pelo que não fiz. Ainda estou nos jornais por rabiscar poesias nos muros da realidade. Sou procurada e a tolice de oferecerem recompensas me faz rir. Não sabem o que se passa por essas veias entranhadas e tóxicas de dúvidas. Sou suja demais para a sociedade e politico prosa-poesia-prosa para me esquivar. Não sou o que esperam, o que desejam, o que respeitam. Não sou para ninguém e para mim ainda estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E denovo. É só começar a me pensar que vem um olhar desconhecido para sussurrar algum comentário desproporcional e distorcido sobre algo escondido no meu rosto. Não é difícil perceber que minhas rugas mentem? Tenho idade para ser sua consciência, tenho anos para julgar as besteiras do mundo, mesmo sem compreender, apesar de não ser nada. Só leio o grego dessas aflições e não preciso traduzir, porque não é da conta de ninguém, vocês não aprenderam a sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis ser uma, fácil, clara e limpa para a vida me levar nos braços candidamente. Embalada e consumida, quis ser doce o suficiente para ter essência e me doar unicamente. Para, quem sabe talvez, crescer no meu emprego, ter casa, família, fazer o capital girar, girar, girar... Mas me reparti. Me quebrei e me distribuí, egoísta, prostituída, colhendo restos e fazendo meu pequeno esconderijo nas costas da humanidade. Minha marginalização é proposital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não contem comigo, não busquem meus braços fortes, ainda estou ferida. Ainda machuco porque tenho medo, ainda me escondo por não saber o que de fato fazer. Parem de me esperar, vocês não tem tempo a perder. Eu sim. Vou continuar me perdendo desse meu jeito, meio errante, meio desorientada, até encontrar um lugar onde sentar. E me (a)ssegurar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5556382400417882609?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5556382400417882609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5556382400417882609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5556382400417882609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5556382400417882609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/06/carta-de-descompromisso.html' title='Carta de Descompromisso'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4998960505533365079</id><published>2010-06-04T15:39:00.005-03:00</published><updated>2010-06-04T16:14:28.097-03:00</updated><title type='text'>Bom Dia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*&lt;br /&gt;A luz é dura mas não cega. Percebi que te vejo em mim. Um reflexo torto, lindo e meu, só meu, que até escondo de quando em vez para admirar sozinha, depois da saudade, depois da tentativa de entender o incompreensível. Te sinto. E, sem saber como exatamente, faço de conta que tenho, integralmente, teus pesadelos moldados nos meus sonhos. Quando adormeço, tento digerir a insônia que te roubei e assim descansar nossas alucinações emocionais (tão tolas, tão insignificantes) nas infinitas horas do meu descanso. Quando levanto, mesmo enjoada e vazia, sinto o gosto das tuas ideias ainda passeando no meu sono interrompido. Abri os olhos em ti. E não consigo mais fechar depois que despertei para nós.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4998960505533365079?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4998960505533365079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4998960505533365079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4998960505533365079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4998960505533365079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/06/bom-dia.html' title='Bom Dia'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6171984275189564414</id><published>2010-05-29T20:20:00.007-03:00</published><updated>2010-05-29T20:45:55.880-03:00</updated><title type='text'>Um Começo, Um Final.</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela usava ele e ele sabia disso. Porém deixava-se manipular como quem se desvencilha um pouco de si para se amarrar em alguém. Sentia-se preso, às vezes imóvel, contudo aquele olhar que ela fazia inconscientemente era o melhor dos ópios. Deixava-se delirar. Mesmo que isso o machucasse gostava de tê-la por perto, gostava de tê-la, mesmo que isso doesse, mesmo que as mãos dela estivessem sempre frias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estavam juntos ela acomodava enquanto ele tremia. Quando cansados, como que se desculpando, como que se retratando, ela segurava o braço dele e dizia "gosto de você". Gostava com sinceridade, ao seu jeito, gostava com o distanciamento de quem ainda não havia digerido o passado. Ainda possuia presos na garganta os gritos de quem se perde pelo caminho e se apavora por não saber onde está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria esquecer de vez em quando aquelas lembranças indeléveis que ainda a pertubavam. Sentia que o mundo insistia em empurrá-la para frente, mas constantemente suas memórias arrastavam sua mente para a dimensão onde gravitavam e assombravam seu presente. Havia dentro dela um quê de triste, um quê de dúvida, ainda havia perguntas sobre as quais debruçava sua insegurança e suas atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedos se encontravam no escuro e escreviam palavras soltas, aleatórias, mesmo quando buscavam dar algum sentido àquela história. O amor sempre pede mais segurança antes de pisar no chão e eles estavam leves, suspensos no ar, existindo, hesitando. Os lábios se denunciavam também, sob olhos fechados. Ainda era cedo para amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6171984275189564414?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6171984275189564414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6171984275189564414' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6171984275189564414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6171984275189564414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/05/um-comeco-um-final.html' title='Um Começo, Um Final.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7062951322340476126</id><published>2010-05-13T20:31:00.005-03:00</published><updated>2010-05-13T20:43:19.199-03:00</updated><title type='text'>Detalhes Ausentes</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não sei o que vivi naquele período da minha vida, creio que minha memória fagocitou algumas coisas para diminuir as dores de uma série de desencontros inevitáveis. Meu coração não achava de jeito nenhum um atalho que me levasse de volta pra minha própria realidade e, como se não bastasse, não havia diálogo entre o passado e o presente. Havia estacionado meu vazio em algum lugar bem longe, onde não me reconhecia, não me via nem me entendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que aquele perfume era o meu odor preferido depois do cheiro de chuva. Mas não lembro se cheguei a encostar meu rosto naquele ombro debaixo de um temporal nem se senti que poderia ter minha existência resumida naqueles segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me beijava os dedos devagar mas me olhou nos olhos poucas vezes. No entanto não consigo saber se senti frio, calafrio ou medo de perder o chão e não me importar; não vou jamais saber se mergulhei pra me afogar, se perdi o ar ou se morri alguns momentos envolta no despretencioso mar daqueles abraços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha mãos diferentes. Mas não sei se ele conseguia passá-las pelo meu corpo de um jeito que conseguisse tocar em minha alma, como em um dedilhar no violão. Não consigo recordar se me emocionei quando tocou meu cabelos ou quando sussurrou em meu ouvido. Talvez tenha tido música, talvez tenhamos dançado. Talvez eu tenha sido feliz mas nunca irei saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que tenhamos tido tempo, pode ser que tenhamos jogado fora, pode ser que enganos tenham se prolongado demais. Não tenho mais nada, nem lembranças, nem cicatrizes, apenas a vaga angústia de ter perdido alguma coisa, sem saber como, sem saber o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT-WIDTH: 0px; BORDER-TOP-WIDTH: 0px; BORDER-BOTTOM-WIDTH: 0px; BORDER-LEFT-WIDTH: 0px" alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7062951322340476126?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7062951322340476126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7062951322340476126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7062951322340476126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7062951322340476126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/05/detalhes-ausentes.html' title='Detalhes Ausentes'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6341001597962745582</id><published>2010-05-09T21:14:00.001-03:00</published><updated>2010-05-09T21:15:32.202-03:00</updated><title type='text'>Cuide do seu.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*&lt;br /&gt;É normal achar que um dia as pessoas irão entender o que a gente tem certeza que elas nunca entenderão. Até porque quando acreditamos que talvez seja possível que os outros compreendam nossos problemas e nossas atitudes... estamos supondo previamente que eles tem alguma vontade de desbravar um terreno que não pertence ao universo limitado em que vivem. Mas é claro, ninguém nunca tem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O problema é todo seu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6341001597962745582?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6341001597962745582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6341001597962745582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6341001597962745582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6341001597962745582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/05/cuide-do-seu.html' title='Cuide do seu.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5079541373003004645</id><published>2010-04-23T17:35:00.008-03:00</published><updated>2010-04-23T20:05:36.538-03:00</updated><title type='text'>Respostas</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parem de me perguntar o que eu quis dizer com a minha dor. Talvez ela nem fosse minha. Talvez nem fosse dor. Nunca pretendo dizer nada. Se te tocou de alguma forma talvez eu tenha ganho de volta um pedaço de mim que perdi. Não me questionem a respeito dos versos, por que rimei, por que não, minhas palavras não são minhas e o que tenho é apenas inquietação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ação e reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parem de se perguntar o porquê: o motivo é o que menos importa. Procurem, desbravem, interpretem o que transcende que o que tiver que chegar, baterá à porta aos poucos. Como uma carta que chega, palavra por palavra, para se fechar sutilmente em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Deixe que o texto te leia e encontre em você alguma coisa inesperada. Descubra no seu íntimo a lírica que me acomete, o impulso que me move, a essência que me faz. Eu escrevo porque se não escrevesse, remoeria para sempre a angústia de somente sobreviver. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondo apenas a uma pergunta, um desejo incontrolável. Vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT-WIDTH: 0pt; BORDER-TOP-WIDTH: 0pt; BORDER-BOTTOM-WIDTH: 0pt; BORDER-LEFT-WIDTH: 0pt" alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5079541373003004645?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5079541373003004645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5079541373003004645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5079541373003004645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5079541373003004645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/04/respostas.html' title='Respostas'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-2487740966740530717</id><published>2010-04-19T23:55:00.006-03:00</published><updated>2010-06-05T19:33:05.565-03:00</updated><title type='text'>Empatia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="visibility: visible;" id="main"&gt;&lt;span style="visibility: visible;" id="search"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="visibility: visible;" id="main"&gt;&lt;span style="visibility: visible;" id="search"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="visibility: visible;" id="main"&gt;&lt;span style="visibility: visible;" id="search"&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Num deserto de almas também desertas - &lt;/span&gt;&lt;em style="font-style: italic;"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="visibility: visible;" id="main"&gt;&lt;span style="visibility: visible;" id="search"&gt;&lt;em style="font-style: italic;"&gt;uma alma&lt;/em&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; especial &lt;/span&gt;&lt;em style="font-style: italic;"&gt;reconhece&lt;/em&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; de imediato a &lt;/span&gt;&lt;em&gt;outra.&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;Caio Fernando Abreu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senti uma energia diferente com aquele não-olhar. Porque até então não tinha visto ninguém que me olhasse assim, como se não precisasse ver para sentir. Como se não precisasse sentir para saber. Como se não precisasse ouvir. Sempre há plenitude nas não-palavras proferidas porque em silêncio preparamos melhor nossos ouvidos para a essência do Verbo. Assim, escutei o indecifrável, tentei compreender o dialeto e respondi como se não quisesse mais nada além de manter minhas palavras no ar. Minha boca ainda guarda o gosto da lembrança que, de tão simples, tão doce, às vezes chega até a mim sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma corrente fria que correu e me engoliu por dentro, digerindo tudo que já havia passado por mim. Senti que talvez fôssemos diferentes. Possuidores da real diferença que destaca os que vivem por amar dos que inventam uma história para o mundo como se programassem atitudes para serem reconhecidos. Amamos intransitivamente. Um par de estranhos que enxergam antes, muito antes... e olham por cima das armações externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi verdade. É. Uma não-segurança que flui, muito mais do que em histórias do passado embaçadas pelo tempo, corrigidas pela memória e esquecidas pelo caminho. Não-estranhos, temos tato para os sentimentos, convergimos nossa dor em relação ao mundo: crescemos demais para pensamentos atrofiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora cabemos um no outro. E a arte do reconhecimento preenche a tela em branco que temos nas mãos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-2487740966740530717?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/2487740966740530717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=2487740966740530717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/2487740966740530717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/2487740966740530717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/04/empatia.html' title='Empatia'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-8557441221506003200</id><published>2010-04-07T22:09:00.006-03:00</published><updated>2010-04-07T22:43:37.690-03:00</updated><title type='text'>O Canto.</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu pensei que te largar era a melhor opção naquele momento. Porque talvez fosse muita frieza pra mim e seu branco não me saciava mais. Queria minhas cores de volta, o calor na minha pele, minha rotina. Pensei que não aguentaria mais a euforia do carpe diem, os neons, a maravilhosa insônia e o não-tempero no meu paladar... Achei que passaria o momento do deslumbramento e chegaria ao prosaico em um piscar de olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje... I close my eyes and I can feel you. Sinto seu vento, sua língua, sua incompreensível cordialidade. Seus galhos secos na minha janela e suas pessoas afobadas. Ouço sua música e tudo faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me abrigou das minhas dúvidas, foi meu berço quando achei que estava perdida. Fez meus dias só meus e minhas palavras mais doces. Me desamargou quando a saudade me consumiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NY, pra sempre meu  refúgio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-8557441221506003200?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/8557441221506003200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=8557441221506003200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/8557441221506003200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/8557441221506003200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/04/o-canto.html' title='O Canto.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-1624205730207976240</id><published>2010-04-07T18:07:00.001-03:00</published><updated>2010-04-07T18:09:03.208-03:00</updated><title type='text'>Saiba doer.</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que o sofrimento alheio me conforte, não é uma questão de espírito sadista ou maldade. É que a felicidade às vezes me soa tão banal quanto a ignorância e gargalhadas me remetem tanto à futilidade de mentes vazias que um olhar triste me diz mais sobre o que é Verdade. Veja a alegria e o exagero e reflita se não há uma base no egoísmo. Estar alegre é uma fuga confortável, é olhar por cima e não sentir quando a vida nos testa. A dor, por pior que possa parecer, é a ponte entre a consciência de si e o mundo. É muito mais do que um olhar atordoado e deslumbrado, é a resposta humana à força com que algo é capaz de nos atigir. O sofrimento, acima de tudo, é a essência da superação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-1624205730207976240?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/1624205730207976240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=1624205730207976240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/1624205730207976240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/1624205730207976240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/04/saiba-doer.html' title='Saiba doer.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7646914708963448647</id><published>2010-04-03T12:29:00.003-03:00</published><updated>2010-04-03T12:34:09.615-03:00</updated><title type='text'>Dias de Chuva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A temperatura. O vento. As primeiras pistas. Eu que odeio delatores acabo me sentindo coagida. O que posso fazer quando essa combinação de fatores une forças e começa a anunciar um desabafo? Me sinto tentada. Ignorar? Enfurecer? Poderia virar de costas e continuar meu descaso peculiar de horas perdidas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não. Estico os braços em um movimento de oferta e rendição. Me embriago a cada prenúncio de que o tempo vai mudar. Ou virar. Virar. Porque virar é mostrar o outro lado da moeda, a outra face e essas nuvens cor de chumbo estavam apenas esperando a próxima jogada dos dados. E elas ganharam. Chegou a hora de dizer a esse asfalto que mesmo que a vida não brote em tons de verde por detrás desses paralelepípedos, a esperança da água é a insistência em florescer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(E esse é só o começo...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa magnitude destrói minhas guardas, enfraqueço. Rasga minhas ventanas e se aproxima. Emudeço. As gotas me escrevem e me ferem com a delicadeza de quem conta histórias tristes, de tempos distantes e amores impossíveis. Atento. Murmuro algumas palavras tolas. Meu respeito por esse momento é sagrado e, se há algum deus para me perdoar, peço apenas que entenda minha veneração. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(Como uma prece...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse momento me sinto chover e meu corpo é só água, meus olhos são só mar. Nosso lamento é único apesar da minha insignificante tentativa de chorar mais alto. Não para competir, simplesmente para acompanhar e cantar junto a letra dessa música que sabemos de cor. Somos eternas tempestades por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img style="BORDER-TOP-WIDTH: 0px; BORDER-LEFT-WIDTH: 0px; BORDER-BOTTOM-WIDTH: 0px; BORDER-RIGHT-WIDTH: 0px" alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7646914708963448647?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7646914708963448647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7646914708963448647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7646914708963448647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7646914708963448647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/04/dias-de-chuva.html' title='Dias de Chuva'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-8972945341399567123</id><published>2010-03-28T21:37:00.001-03:00</published><updated>2010-03-28T21:39:06.394-03:00</updated><title type='text'>45 min.</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;O café estava ficando frio e o doce enjoativo. As pessoas com as quais havia compartilhado alguns metros quadrados de ambiente estavam indo embora, o garçom não era mais o mesmo e ela também não se sentia como antes. A euforia da mistura ansiedade-saudade se perdera depois de algumas garfadas e muitas suposições típicas de mentes ociosas. "Por que será que esperar alguém pode variar da extrema indiferença à incômoda impaciência? E como isso pode acontecer em relação a mesma pessoa em um espaço tão curto de tempo?" De repente, uma voz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A senhora vai querer mais alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por favor, não me faça perguntas agora, não quero escutar mais nada, não sei nem por que estou aqui, sentada, esperando por alguém que nem sei se terá a consideração de vir me encontrar. Falando em consideração, Deus, quanto de mim eu dei, quanto eu perdi pelo caminho, quanto eu me machuquei por outro coração que agora petrificou... E eu ainda aqui, sentada, esperando, esperando, esperando... sem saber quem (mais uma pessoa nova dentro daquela) nem pelo quê. Um cumprimento respeitoso, um abraço, um beijo, não sei o que... esperar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O café estava gelado e o doce impossível de engolir. Não tinha mais por que ficar se questionando sozinha naquele lugar pois as respostas estavam em algum lugar bem longe dela. Talvez em algum momento no passado, naquela força que um dia teve, nas atitudes tão cheias de decisão e tão cheias "dela". Se sentia seca. Mas agora, preferia não pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-8972945341399567123?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/8972945341399567123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=8972945341399567123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/8972945341399567123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/8972945341399567123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/03/45-min.html' title='45 min.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6755170920251728942</id><published>2010-03-27T22:30:00.003-03:00</published><updated>2010-03-27T22:35:42.490-03:00</updated><title type='text'>É.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*&lt;br /&gt;Uma vontade de ir tecer tapetes na Indonésia, fazer perfumes artesanais com essências misteriosas na Malásia ou se refugiar em algum canto no meio do gelo no Alasca. Patagônia podia ser uma também, nunca descartei. Porque essa vida de conveniências já me deu no saco há algum tempo, sei lá, depois que olhei para o lado e percebi que todos eram sorrisos, gravatas, disponibilidades, fiquei meio "cabreira" como diria um amigo meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso horizonte de fuga é sempre mais doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha só, bando de filhotes do capital, vivendo, sobrevivendo, mantendo aparências de cidadãos saudáveis e trabalhadores, que acordam cedo, tomam café e saem felizes pra vidinha de merda que levam. Empanturrados de fast food e paranoias. A pobreza buscando a dignidade e a riqueza chafurdando na prepotência, é um show minha gente, um show ridículo de vida pós moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que na Indonésia uma fábrica de tapetes não explore seus humildes trabalhadores transformando todo o meu fugere urben numa total palhaçada. Nem sei se fazem tapetes na Indonésia, se são bonitos, se fits well na sala de qualquer um. Pouco me importa, nada me importa, aliás, os aromas da Malásia, que se fodam. A realidade que construímos pra gente é sempre mais escrota do que a dos outros. E esse desejo escondido pelo dos outros é perfeitamente aceitável quando nada mais é novidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6755170920251728942?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6755170920251728942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6755170920251728942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6755170920251728942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6755170920251728942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/03/e.html' title='É.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7263172602301562608</id><published>2010-03-22T21:25:00.003-03:00</published><updated>2010-03-22T22:13:23.693-03:00</updated><title type='text'>Na portaria</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;- Boa noite. Tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que passa pela cabeça do senso comum achar educado perguntar sobre a vida das pessoas, até mesmo quando não se tem porra nenhuma a ver com isso? É interessante um porteiro, um vendedor, um feirante ou um semi-conhecido virar e perguntar "e aí como cê tá", justamente porque ninguém tem interesse nenhum em saber como você realmente está.  (Sinceridade hoje, por favor, não me venha com essa porcaria de ser gentil.) Mas continuam perguntando, por conveniência, comodidade ou ignorância mesmo. Não vou falar se estiver tudo uma merda, mas se alguém resolve falar, é chamado de maluco. (Há, meu gato morreu de úlcera esses dias tive que enterrar...) Eu hein, já vai contando  os problemas pra qualquer um. Que carente, que sozinho, blá blá blá. Acho linda essa cultura falsa de aproximação hipócrita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Tudo ótimo, boa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7263172602301562608?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7263172602301562608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7263172602301562608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7263172602301562608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7263172602301562608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/03/na-portaria.html' title='Na portaria'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-2647295842020560065</id><published>2010-03-10T21:04:00.004-03:00</published><updated>2010-03-22T21:43:27.554-03:00</updated><title type='text'>#000</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;É muito difícil acreditar quando as coisas passam, as pessoas mudam, a confiança enfraquece e a vida continua com tanta memória e tanta coisa para remoer. Não tem mais nada de especial ou de encantador que possamos dizer "é nosso". Tudo que um dia foi único, virou passado. Um dia somos úteis, nos outros, não mais. Nascem amigos para morrerem colegas. Há quedas que machucam de leve e o tempo se encarrega de sarar... Mas há outras que se acumulam e no final começam a nos pressionar contra a parede exigindo um atitude. E, no conflito e na mistura de tudo isso, não tem lirismo que segure a vontade de fugir e se refugiar em algum lugar bem longe de você mesmo. Ou então de se afundar na própria insignificância e ficar com o olhar parado, em alguma parede ou em algum ponto distante, com a cabeça vazia, procurando respostas para perguntas que não temos.&lt;br /&gt;Mais um ano se passou e eu não sei nada sobre ninguém. Nem sobre mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img style="border-width: 0px;" alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-2647295842020560065?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/2647295842020560065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=2647295842020560065' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/2647295842020560065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/2647295842020560065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/03/000.html' title='#000'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-2359650080205373088</id><published>2010-02-22T21:54:00.003-03:00</published><updated>2010-02-22T22:04:14.212-03:00</updated><title type='text'>Emptyness</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;O que leva uma pessoa e entrar em um vagão do metrô, começar a falar sozinha sobre algumas coisas sem sentido, sobre a vida, sobre a sociedade, e depois sair na estação seguinte é o mesmo motivo pelo qual um artista trasforma sua inspiração em arte. É o mesmo motivo pelo qual textos são escritos, o exato mesmo motivo pelo qual ainda buscamos o diferente. Não é uma questão de falta de sanidade. É apenas falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-2359650080205373088?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/2359650080205373088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=2359650080205373088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/2359650080205373088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/2359650080205373088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/02/emptyness.html' title='Emptyness'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-8010899738793718941</id><published>2010-02-21T20:29:00.001-03:00</published><updated>2010-02-21T20:30:38.594-03:00</updated><title type='text'>Caminhada.</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Tudo em mim é tão longe.&lt;br /&gt;Apesar dos buracos e dos caminhos tortuosos,&lt;br /&gt;tem dias que simplesmente me descalço e saio por aqui por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esses painéis, esses neons do lado de fora, essa rua e essas pessoas quentes...&lt;br /&gt;Nada nem ninguém chega perto dessa luz que encontro em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-8010899738793718941?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/8010899738793718941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=8010899738793718941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/8010899738793718941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/8010899738793718941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2010/02/caminhada.html' title='Caminhada.'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7115755485969739965</id><published>2009-12-28T02:20:00.002-02:00</published><updated>2009-12-28T02:45:20.931-02:00</updated><title type='text'>Nós</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Posso sugerir o que com certeza você não vai aceitar. Eu sei disso. Mas sei também que a sua outra opção vai me agradar mais ainda. Eu posso recusar e esperar você insistir. E dessa vez eu vou aceitar e você vai sorrir. Esse sorriso que me regride anos. Eu posso comentar de propósito porque sei que você vai lembrar depois. E posso ficar calada e ainda sim você saberá ler o meu silêncio. Seus olhos vão me emocionar. Posso perder meu pensamento que você saberá como resgatar. E nesse encontro não saberei mais o que fazer. Nem você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7115755485969739965?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7115755485969739965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7115755485969739965' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7115755485969739965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7115755485969739965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2009/12/nos.html' title='Nós'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-1432820327797110636</id><published>2009-12-13T02:49:00.005-02:00</published><updated>2009-12-13T03:22:13.793-02:00</updated><title type='text'>O que não Doeu ou o que Sobrou</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Ela jogou tudo fora, as fotos, as cartas, os diários, os presentes. Ele esqueceu o gosto do beijo, o jeito que ela gostava, o perfume que usava, o filme preferido. Ela conheceu outras pessoas, outras ideias, outros arrepios, outros carinhos. Ele raspou a cabeça, comprou roupas novas, leu coisas estranhas e parou de escrever. Ela bebe no gargalo, traga da mão dos outros e pinta as unhas de vermelho. Ele pensa que sim, mas não sabe mais nada sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela cultiva rosas amarelas sobre o que sepultou.&lt;br /&gt;Ele não sabe o que sentiu nem onde enterrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-1432820327797110636?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/1432820327797110636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=1432820327797110636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/1432820327797110636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/1432820327797110636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2009/12/o-que-nao-doeu-ou-o-que-sobrou.html' title='O que não Doeu ou o que Sobrou'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-1721142584743980125</id><published>2009-11-28T22:40:00.002-02:00</published><updated>2009-11-28T22:51:47.249-02:00</updated><title type='text'>Última Derrota</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Me preparei tanto para gritar todas as verdades na sua cara que, agora, tudo parece ter sido ensaiado demais para soar sincero. Eu ainda sinto doloridos todos os nós dentro do meu peito que continuo a apertar, umedecendo a garganta, baixando os olhos. Vejo meu peito exausto, meu abdômem retraído e meus pés cansados de fugir das incontáveis mentiras que me abraçam. Mas tudo que é falso, covardemente, ainda me conforta e me acolhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha glória resumiu-se a um monte baboseiras engessadas que você fingiu não ouvir, olhando e sorrindo com o canto da boca. Esse sorriso com o canto da boca que me parte ao meio e me deixa atônita e humilhada. Eu jurei ser forte, jurei te odiar, jurei por cada dia meu que eu matei... jurei viver denovo. Ou continuar. Só sei que agora estou parada e nada do que eu disse me satisfez. Nem (co)moveu seus olhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-1721142584743980125?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/1721142584743980125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=1721142584743980125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/1721142584743980125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/1721142584743980125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2009/11/ultima-derrota.html' title='Última Derrota'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5282141705138462913</id><published>2009-11-12T22:09:00.005-02:00</published><updated>2009-11-12T23:20:42.709-02:00</updated><title type='text'>Janelas Trancadas</title><content type='html'>*&lt;br /&gt;Naquele momento, naqueles segundos de silêncio cristalizados na sua íris, tive a impressão de adormecer sua imagem na eternidade que se constroem os sorrisos. Dos mais tímidos aos mais arrebatadores, os sorrisos que são apenas uma extensão da grandiosidade de um olhar. Sua covardia seguida de pálpebras fechadas, não adiantou muito. Pude enxergar através do seu medo e sentir crescer a incerteza de estar sem ar, sem luz, sem mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da primeira vez seus olhos baixaram. Voltaram para os meus, receosos, depois tornaram a cair. Antes que se encontrassem tentando estabelecer algum traço de confiança, antes mesmo de se aproximarem, fugiram de mim levando a segurança na qual depositara meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e agora... perco tolamente meu horizonte em um céu de estrelas mentirosas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa partida, que me deixou o desassossego de enxergar em qualquer um o ângulo exato no qual perdi você, só minha memória confirma.  Essa inquetação, que me turva a vista e se equilibra em meus cílios, só meus pensamentos exaustos podem dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5282141705138462913?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5282141705138462913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5282141705138462913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5282141705138462913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5282141705138462913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2009/11/janelas-trancadas.html' title='Janelas Trancadas'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4743168993212559864</id><published>2009-08-10T19:50:00.002-03:00</published><updated>2009-08-10T20:05:21.720-03:00</updated><title type='text'>O Que Fui</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu coração é uma garrafa de vodka vazia. Nas mãos de alguém, um bêbado, que já tirou proveito de cada gota e agora procura um canto para se encostar. Antes de amanhecer, vai ser largardo em uma esquina ou quebrado em uma parede imunda, vai se espalhar em pequenos cacos de vidro, diamantes falsos da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final, em vez de me sentir estraçalhada no meio da rua, prefiro lembrar que fui inebriante e servi à diversas bocas a embriaguez do meu sabor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4743168993212559864?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4743168993212559864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4743168993212559864' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4743168993212559864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4743168993212559864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2009/08/o-que-fui.html' title='O Que Fui'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4786211013997455554</id><published>2009-04-08T18:02:00.002-03:00</published><updated>2009-04-08T18:15:46.494-03:00</updated><title type='text'>Confiança</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Coloquei sob seus cuidados&lt;br /&gt;meus mais frágeis medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje preciso de seu amparo&lt;br /&gt;para me guiar pelo perigo que desconheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4786211013997455554?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4786211013997455554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4786211013997455554' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4786211013997455554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4786211013997455554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2009/04/confianca.html' title='Confiança'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5112068953243466828</id><published>2009-03-21T16:45:00.003-03:00</published><updated>2009-03-21T16:50:01.333-03:00</updated><title type='text'>Diálogo #004</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;- Eu posso duvidar.&lt;br /&gt;- Pode. Mesmo que eu te dê certeza, é um direito seu.&lt;br /&gt;- Não. É uma necessidade.&lt;br /&gt;- Você pode acreditar e confiar, eu não dou motivos suficientes?&lt;br /&gt;- Achei que você entendesse. Nada é suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5112068953243466828?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5112068953243466828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5112068953243466828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5112068953243466828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5112068953243466828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2009/03/dialogo-004.html' title='Diálogo #004'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6047885078934757232</id><published>2009-03-14T20:32:00.002-03:00</published><updated>2009-03-14T20:37:59.409-03:00</updated><title type='text'>Violadores</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Os outros não importam, não ferem, não interferem. Ser tranparente é suficiente para passar e deixar passar, não incomodar, não se importar. Se eu penso estar escutando, a verdade é que viajo, ultrapasso a barreira dos olhos e perco as palavras. E se, por acaso, deixo que se aproximem, mais da metade de mim se esconde por medo de ser conhecida: antes que me descubram durante a minha própria busca, guardo o melhor de mim para mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6047885078934757232?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6047885078934757232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6047885078934757232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6047885078934757232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6047885078934757232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2009/03/violoadores.html' title='Violadores'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-429582498177064253</id><published>2009-02-15T22:03:00.004-03:00</published><updated>2009-02-15T22:14:10.566-03:00</updated><title type='text'>Fwd:</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;Não há tempo para poesias. As palavras correm com o tempo. O silêncio é pouco frente ao barulho. A vida acompanha as buzinas. As batidas nos teclados ritimam a rotina. Os celulares falam por nós. Falamos em códigos. Queremos respostas para o mundo, mas não temos tempo... não temos tempo para escutá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fale rápido ou mande um email.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-429582498177064253?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/429582498177064253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=429582498177064253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/429582498177064253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/429582498177064253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2009/02/fwd.html' title='Fwd:'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6249276697344177198</id><published>2009-01-19T01:31:00.004-02:00</published><updated>2009-01-19T01:45:24.876-02:00</updated><title type='text'>Diálogo #003</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;- Você podia me olhar assim sempre.&lt;br /&gt;- Assim como?&lt;br /&gt;- Como quem consegue enxergar dentro de mim, sem medo.&lt;br /&gt;- Mas eu não consigo...&lt;br /&gt;- Eu tenho muito medo.&lt;br /&gt;- Não tem não. Você é forte demais...&lt;br /&gt;- Só perto de você.&lt;br /&gt;- Eu não vou me afastar.&lt;br /&gt;- E se acontecer alguma coisa...&lt;br /&gt;- Eu não conseguiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6249276697344177198?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6249276697344177198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6249276697344177198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6249276697344177198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6249276697344177198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2009/01/dilogo-003.html' title='Diálogo #003'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4194056024748600124</id><published>2009-01-17T03:30:00.002-02:00</published><updated>2009-01-17T03:35:18.439-02:00</updated><title type='text'>Somente</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Bom mesmo é ser e somente se, do paladar, poder correr o risco de aproximar, doce, azedo, ácido sabor de ser só, somente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4194056024748600124?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4194056024748600124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4194056024748600124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4194056024748600124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4194056024748600124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2009/01/somente.html' title='Somente'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5582698793532318232</id><published>2009-01-04T16:54:00.004-02:00</published><updated>2009-01-04T17:07:05.881-02:00</updated><title type='text'>Previamente</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Antes que minha voz fique fraca, que meu olhos fujam. Antes que meu corpo trema e meu coração acelere. Antes que eu embaralhe as palavras e murmure coisas sem sentido, antes que eu tenha medo. Antes que eu resgate em mim aquilo que escondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero o controle, o óbvio, quero ser.&lt;br /&gt;Quero ver o mar e enxergar  água e sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5582698793532318232?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5582698793532318232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5582698793532318232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5582698793532318232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5582698793532318232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2009/01/previamente.html' title='Previamente'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4263932012047899238</id><published>2008-10-22T22:46:00.004-02:00</published><updated>2008-10-22T22:49:33.371-02:00</updated><title type='text'>Retrato</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;Continuo bebendo, como você possivelmente deve desconfiar. Mas isso é o que me faz suportável, como você sempre soube. Meus cabelos continuam do mesmo tamanho e as unhas pintadas daquela cor que você nunca gostou. Meus olhos ainda têm a vagueza dos pensamentos que você nunca entendeu. Ainda uso os brincos trocados e os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;cadarços&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tênis&lt;/span&gt; cruzados iguais aos seus. Meus dedos continuam gelando com o mínimo de frio e eu continuo dormindo com os pés pra fora do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;edredom&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mudei muita coisa como você pode perceber. As lembranças estão na mesma caixa desde sempre. Perco meu tempo nas mesmas coisas como sempre. Mas mesmo assim ainda espero cruzar com você na esquina, cumprimentar o passado e fingir que estou completamente diferente. Fazer aquele sorriso que nunca te enganou e ir embora &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;denovo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4263932012047899238?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4263932012047899238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4263932012047899238' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4263932012047899238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4263932012047899238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/10/retrato.html' title='Retrato'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-3948096687856462674</id><published>2008-10-12T23:24:00.003-03:00</published><updated>2008-10-12T23:27:54.549-03:00</updated><title type='text'>Diálogo #002</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;- Que você acha das estrelas?&lt;br /&gt;- São lentas.&lt;br /&gt;- O caminho é que muito distante.&lt;br /&gt;- Não adianta, não gosto.&lt;br /&gt;- Não te impressiona ver o que não existe mais?&lt;br /&gt;- São fantasmas.&lt;br /&gt;- São fantásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-3948096687856462674?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/3948096687856462674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=3948096687856462674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/3948096687856462674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/3948096687856462674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/10/dilogo-002.html' title='Diálogo #002'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4369361419631306967</id><published>2008-09-30T00:59:00.004-03:00</published><updated>2008-09-30T01:10:40.472-03:00</updated><title type='text'>Diálogo #001</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;- Até parece uma criança.&lt;br /&gt;- Há, cala a boca.&lt;br /&gt;- Nas horas que pedem o mínimo de maturidade, você foge.&lt;br /&gt;- Não sei mais ficar.&lt;br /&gt;- Abre os olhos...&lt;br /&gt;- Não posso mais.&lt;br /&gt;- Você não sabe mais é encarar a realidade.&lt;br /&gt;- Que realidade? A sua realidade? Não, obrigada.&lt;br /&gt;- O seu mundinho não existe, não dá pra perceber isso?&lt;br /&gt;- Há, cala a boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width: 0pt;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4369361419631306967?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4369361419631306967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4369361419631306967' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4369361419631306967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4369361419631306967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/09/dilogo-001.html' title='Diálogo #001'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7971723470562035226</id><published>2008-09-16T21:49:00.006-03:00</published><updated>2008-09-27T12:47:34.389-03:00</updated><title type='text'>O Agora</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Escuto minha própria voz gritar&lt;br /&gt;em cada canto do quarto vibrar&lt;br /&gt;surdas notas da mesma melodia&lt;br /&gt;sábia alegoria da minha dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embalo sonhos, faço previsões&lt;br /&gt;desenrolando incansáveis padrões&lt;br /&gt;de raiva, da invisível rotina,&lt;br /&gt;companheira guilhotina dos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldigo a noite enquanto cronometro&lt;br /&gt;combato o insulto do anoitecer:&lt;br /&gt;costume é o sol renascer, me aquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desarmo a janela enquanto murmuro&lt;br /&gt;peço pro vento levar as estrelas:&lt;br /&gt;costume é a minha tristeza... não tê-las.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7971723470562035226?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7971723470562035226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7971723470562035226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7971723470562035226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7971723470562035226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/09/o-agora.html' title='O Agora'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6199356835964095826</id><published>2008-09-09T00:08:00.005-03:00</published><updated>2008-09-27T12:47:12.110-03:00</updated><title type='text'>Terminal</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Esperei por uma ligação, uma chamada perdida, uma secretária eletrônica cheia. Esperei por mais um beijo com gosto de passado, um abraço com perfume de saudade ou até mesmo um carinho leve de íntimos estranhos. Esperei por enrolações, conotações, segundas intenções, esperei por palavras, muxoxos ou assobios que me lembrassem o som da felicidade. Esperei por amigos que não voltaram mais, amores perdidos, promessas não cumpridas. Esperei pela infância que segurou lágrimas, esperei pela adolescência que soube olhar nos olhos e pela velhice que brincou na alma e não deixou marcas no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei por sonhos e lugares nos quais não consegui voltar.&lt;br /&gt;Até mesmo por desaforos e bebidas que desisti de engolir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança sabe doer com o tempo. Consegue torturar. E aprender a conviver com expectativas ensina a lição mais forte que só o corpo consegue compreender: não ser eterno é a vantagem de ser humano.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6199356835964095826?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6199356835964095826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6199356835964095826' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6199356835964095826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6199356835964095826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/09/terminal.html' title='Terminal'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-5698063835003211646</id><published>2008-08-29T22:27:00.010-03:00</published><updated>2008-09-27T12:46:54.455-03:00</updated><title type='text'>Juventude</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Regresso e confesso que, ao viver,&lt;br /&gt;Me rendo aos tantos ingratos nós,&lt;br /&gt;entrego meus pontos aos labirintos&lt;br /&gt;nos quais ainda anseio me perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo sincera, como quem agride,&lt;br /&gt;desabo corpo e alma como quem desiste&lt;br /&gt;e minto dores que há tempos não sinto&lt;br /&gt;para conseguir agüentar pungente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me poupo, despreocupo os reflexos&lt;br /&gt;abro mão das explicações e dos conselhos&lt;br /&gt;que de tão clássicos me enchem de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixem-me sofrer, insisto, deixem-me cair.&lt;br /&gt;Pois aprendo nas minhas dores, ensino que meus erros&lt;br /&gt;são uma eterna ferida de doces lembranças que vivi.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-5698063835003211646?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/5698063835003211646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=5698063835003211646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5698063835003211646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/5698063835003211646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/08/soneto-da-juventude.html' title='Juventude'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-1504931955407192559</id><published>2008-08-24T13:01:00.007-03:00</published><updated>2008-09-27T12:46:23.683-03:00</updated><title type='text'>Intrínseco #002</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;br /&gt;Antes que eu fizesse, agisse, me impulsionasse, algo me soprou: imagine.&lt;br /&gt;E do sopro veio a morna aventura de não ser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A fantasia da espera, fecha os olhos e cria o mundo onde posso desconhecer decepções e angústias. Nada foi, nem o erro, nem o pranto, eu quem monto e desmonto o futuro que ainda não chegou nos tênues sulcos do meu rosto. Pode ser que chegue, dessa forma, d'outra, pode ser que não. Não, nego. Não trabalho com as possibilidades agora, elas obedecem a mim, eu quem as escolho e meço, planejando cada onda do meu projeto de ilusão. Minha película, meu artifício, minha fuga derruba minhas pálpebras rebeldes. Mantenho o controle, aceito, recuso, me visto e me dispo dos meus lampejos de realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade ainda brilha e escorre por entre os dedos.&lt;br /&gt;Mas eu desisti da força e do destino. Quero escurecer sozinha a cegar no meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-1504931955407192559?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/1504931955407192559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=1504931955407192559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/1504931955407192559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/1504931955407192559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/08/intrnseco-002.html' title='Intrínseco #002'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-8954631890105572825</id><published>2008-08-16T21:08:00.009-03:00</published><updated>2008-09-27T12:45:59.045-03:00</updated><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Guardei um último beijo e um carinho trocado,&lt;br /&gt;como quem insiste em esconder o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;próprio&lt;/span&gt; rosto do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que eu chore o presente,&lt;br /&gt;minhas gavetas transbordam lágrimas e papéis de bala,&lt;br /&gt;enquanto eu reaprendo a viver em mim, quarto-e-sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou encolhendo,&lt;br /&gt;o tempo não cabe em minhas paredes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que antes desconfiava, agarro como minha única verdade:&lt;br /&gt;Estou cada vez menor para me guardar,&lt;br /&gt;e não sei mais me esconder da saudade.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-8954631890105572825?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/8954631890105572825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=8954631890105572825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/8954631890105572825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/8954631890105572825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/08/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4244814451853693451</id><published>2008-08-10T15:28:00.004-03:00</published><updated>2008-09-27T12:45:30.801-03:00</updated><title type='text'>Secretária</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;- Oi...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse dias encontrei com aquela menina que fez curso comigo, ela casou. Achei que ela nunca casaria. Quem diria, né? Também vi aquele cara que jogou futebol com você, aquele das chuteiras velhas, ele agora tem um restaurante, falou pra passar lá quando der. Recebi os postais da sua irmã também... Parece maravilhoso viajar por tanto tempo, ela diz estar com saudades. Comprei novos tapetes. E aqueles apoios de copo que você ficou uma semana falando.&lt;br /&gt;Na verdade, quando ouvir meu recado não precisa ligar de volta. Eu realmente precisava ligar. Talvez eu esteja sozinha demais ou ocupada de menos. Não sei. Na dúvida não se preocupe. Só arranje um lugar pros apoios de copo. Outro dia levo eles aí. Beijo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4244814451853693451?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4244814451853693451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4244814451853693451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4244814451853693451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4244814451853693451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/08/oi.html' title='Secretária'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6121591211049330400</id><published>2008-08-04T18:36:00.005-03:00</published><updated>2008-09-27T12:45:13.086-03:00</updated><title type='text'>Rendição</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Desenhei seu barco à vela, pintei seu oceano.&lt;br /&gt;Bordei corais no fundo de mim para não me machucar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada sopro, no entanto,&lt;br /&gt;a maresia ainda insistia em me balançar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que desisti dos meus navios, meus controles:&lt;br /&gt;O sal nunca fora tão doce em alto mar.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6121591211049330400?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6121591211049330400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6121591211049330400' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6121591211049330400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6121591211049330400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/08/rendio.html' title='Rendição'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7860915296530055052</id><published>2008-07-30T17:45:00.006-03:00</published><updated>2008-09-27T12:48:52.753-03:00</updated><title type='text'>Revelação</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Quando ele olhou novamente nos olhos dela, não eram mais os mesmos olhos. Estavam tímidos. Estavam covardes. Estavam diferentes, transitavam entre a infantilidade do passado e a maturidade indecisa, que pedia para não transparecer naquele castanho profundo. Ele tentou de novo. Precisava ter certeza de que ela ainda era a mesma menina. Enquanto recuava, os olhos  dela fugiam por trás dos cílios, desorientados, olhando pra um canto qualquer na parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última tentativa de resgatar o olhar, ele deixou claro sua pergunta. Ela não soube como responder, mexeu no cabelo, desviou sem mãos. Sem gestos. Quando voltou, sorriu sem separar os lábios. Já havia respondido. Já era uma mulher.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7860915296530055052?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7860915296530055052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7860915296530055052' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7860915296530055052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7860915296530055052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/07/revelao.html' title='Revelação'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6151632821994027989</id><published>2008-07-25T02:07:00.006-03:00</published><updated>2008-09-27T12:48:37.669-03:00</updated><title type='text'>Adeus</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Me deixe provar suas últimas palavras,&lt;br /&gt;antes que o gosto de chuva inunde e desmanche as lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que eu esqueça nossos momentos,&lt;br /&gt;um abraço pra desamarrar nossos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tão cegos...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos seus discursos, esqueça todos os argumentos,&lt;br /&gt;não tenho mais minutos descontados pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se despeça logo:&lt;br /&gt;- Minha vida tem pressa.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6151632821994027989?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6151632821994027989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6151632821994027989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6151632821994027989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6151632821994027989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/07/adeus.html' title='Adeus'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4930871897175850784</id><published>2008-07-17T20:30:00.004-03:00</published><updated>2008-09-27T12:44:50.608-03:00</updated><title type='text'>Eternidade</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Passando a mão sobre a estante, o pó acaricia a delicadeza do ato. Quase que um novo enfeite, acompanha os porta-retratos abandonados que só recebem atenção de visitas curiosas. O estranho se interessa pelos rostos, procura traços e histórias e depois esquece. Assim como o dono não lembra mais de retirar o excesso de tempo acumulado nas molduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenha-se com a ponta dos dedos, a memória que acompanha a fina toalha de poeira faz companhia às fotos. Fotos de quem, família, fotos amareladas, passado, passado preso no esquecimento de uma sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o futuro, a maior preocupação é virar passado.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4930871897175850784?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4930871897175850784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4930871897175850784' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4930871897175850784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4930871897175850784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/07/eternidade.html' title='Eternidade'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6875965952711482695</id><published>2008-06-13T18:59:00.004-03:00</published><updated>2008-09-27T12:44:11.777-03:00</updated><title type='text'>De Olhos Fechados</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: right; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Quando ela chora não sei&lt;br /&gt;se é dos olhos pra fora..."&lt;br /&gt;Chico Buarque&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você diz que finjo e engano&lt;br /&gt;mas em nenhum  momento sinto verdade&lt;br /&gt;no palco das ondas do seu oceano. &lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando você chama minha alma, é tarde,&lt;br /&gt;assim escondo meus últimos sonhos para planejar&lt;br /&gt;a sua tão fantasiosa felicidade.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;E nos nossos lençóis choro gotas de um revolto mar,&lt;br /&gt;de onde mato com constância&lt;br /&gt;meus monstros para você navegar.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6875965952711482695?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6875965952711482695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6875965952711482695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6875965952711482695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6875965952711482695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/06/quando-ela-chora-no-sei-se-dos-olhos.html' title='De Olhos Fechados'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-4571526485615687880</id><published>2008-05-24T17:25:00.009-03:00</published><updated>2008-09-27T12:43:21.693-03:00</updated><title type='text'>Um Momento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt; "...Como dói a porta fechada por dentro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;  Não ter para onde ir é uma forma de sempre chegar."&lt;br /&gt;Fabrício Carpinejar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A porta dorme entreaberta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A cama acorda por fazer. O texto permanece pela metade. O lápis escreve com meia-ponta escura. A nuvem duvida se é concreta ou se é chuva. O coração desconhece o meio-termo entre a saudade e o desespero. O poeta não dorme, entreaberto. Os olhos hesitam em navegar, semicerrados, para alcançar luz e escuridão. Na pequena linha dos cílios com o mar, desajeitadamente aportam. Concluem fuga. Do refúgio, mais do que chegada: plenitude de um mergulho sem fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-4571526485615687880?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/4571526485615687880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=4571526485615687880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4571526485615687880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/4571526485615687880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/05/um-momento.html' title='Um Momento'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-3476480261827869930</id><published>2008-05-11T17:46:00.004-03:00</published><updated>2008-09-27T12:43:00.593-03:00</updated><title type='text'>Cores</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Caixinhas de lápis de cor,&lt;br /&gt;talvez giz de cera.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Até a folha em branco há tempos&lt;br /&gt;era minha única conselheira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Estive entre desenhos,&lt;br /&gt;amores em cores perdidos...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Foi então que naquele brilho&lt;br /&gt;de arco-íris em aquarela,&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;eu reinventei meus conceitos para te pintar em tela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-3476480261827869930?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/3476480261827869930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=3476480261827869930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/3476480261827869930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/3476480261827869930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/05/cores.html' title='Cores'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-6034154805887193948</id><published>2008-04-29T20:49:00.005-03:00</published><updated>2008-09-27T12:42:26.495-03:00</updated><title type='text'>Ensaio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Das gaiolas da opressão ecoavam falsos gritos e o engasgo metálico da coragem adormecida. Enquanto o dia continuava acordando todo dia, dia pra noite, noite pro dia, a vida se desenrolava tímida. Timidez de sorrisos armados, arames farpados, farrapos de juventude inertes nos quais as mentiras não paravam de se enrolar, aproveitadoras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;De inopino, a liberdade tentou voar, meio desorientada em sua pequenez, abrindo as tímidas asas de algodão, treinando assobios e alguns possíveis tropeços que o vôo perdoaria. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A luz se recolheu, a selva se abriu...&lt;br /&gt;E o ninho de metal ainda chama de volta o pequeno passarinho.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-6034154805887193948?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/6034154805887193948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=6034154805887193948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6034154805887193948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/6034154805887193948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/04/ensaio.html' title='Ensaio'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-685160939833610430</id><published>2008-04-29T20:41:00.002-03:00</published><updated>2008-09-27T12:42:06.213-03:00</updated><title type='text'>Sereia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Queria que ventos soprassem das suas palavras&lt;br /&gt;e que trouxessem algo mais do que tempestades.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ventos de suaves poesias e segurança,&lt;br /&gt;Calmaria de primavera... brisa de estabilidade e confiança.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas você trocou os papéis e as ondas de lugar,&lt;br /&gt;e agora o meu suspiro canta maremotos nos seus olhos pra você me encontrar.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-685160939833610430?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/685160939833610430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=685160939833610430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/685160939833610430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/685160939833610430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/04/sereia.html' title='Sereia'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7161068718224798471</id><published>2008-04-18T20:47:00.005-03:00</published><updated>2008-09-27T12:41:45.907-03:00</updated><title type='text'>Do seu Lado</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;Eu seguro você, dá cá um abraço. Eu faço de conta que consigo consolar a sua dor e você finge que está se sentindo melhor. A gente se engana, vem cá. Talvez seja possível tapear a dor, eu grito com você e ajudo seu coração a ser forte. Chore. Chore porque um rosto que sorri demais sempre esconde uma ferida. Vem cá, Eu estou com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divide comigo as suas lágrimas. Diz onde dói que eu choro a sua dor. Não conte nada, não fale, não explique, só olhe pra mim. Quero que você veja, olhe nos meus olhos o seu reflexo. Eu estou por perto. E por mais distante que seja chegar, tente lembrar do caminho... A gente já conhece, cada pedra, cada curva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo vai embaçar os seus passos, mas vai atar nossos braços.&lt;br /&gt;Eu vou com você. A gente chega lá.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7161068718224798471?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7161068718224798471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7161068718224798471' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7161068718224798471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7161068718224798471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/04/do-seu-lado.html' title='Do seu Lado'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-2470579363413650707</id><published>2008-04-11T16:57:00.002-03:00</published><updated>2008-09-27T12:41:04.080-03:00</updated><title type='text'>Estrelas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;"Amai para entendê-las!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Pois só quem ama pode ter ouvido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Capaz de ouvir e de entender estrelas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Olavo Bilac&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Pára e escuta as estrelas&lt;br /&gt;que de murmúrios miúdos inundam a noite.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Escuta a prece que delas transborda,&lt;br /&gt;misturada na canção da madrugada fatigada que já vem.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;(Se não for para ficarmos acordados,&lt;br /&gt;me dá tua mão que em sonho coloco nela um assobio de luz...)&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Adivinha um dos tantos segredos que elas escondem&lt;br /&gt;e me conta um, enquanto desafiamos nossos olhos.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-2470579363413650707?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/2470579363413650707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=2470579363413650707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/2470579363413650707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/2470579363413650707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/04/amai-para-entend-las-pois-s-quem-ama.html' title='Estrelas'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-7364803184328449964</id><published>2008-04-03T17:09:00.004-03:00</published><updated>2008-09-27T12:39:32.700-03:00</updated><title type='text'>Intrínseco #001</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje eu queria desistir. Talvez se fosse outro dia, outro sol, outra lua, talvez fosse diferente. Mas hoje não. Hoje eu queria afundar aqui debaixo da cama e me afogar no meu mar. Cortar os pulsos com as penas do travesseiro. Morrer por algumas horas para acordar depois como se tivesse nascido novamente. Sem ilusões. Sem truques. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje eu queria ser mágico. Ser o coelho, ser a cartola. Ou quem sabe a carta na manga. Trazer as ilusões e brincar como se fosse criança, sem medo de acabar. Ser a realidade mascarada na alma de artista. Fingir não saber o que sei, e me enganar sem saber a verdade. A verdade dos outros. A verdade de fora.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje eu queria lutar. Questionar. Investigar. Saber o porquê de tanto nervoso. Alvoroço. Taquicardia e vontades que não saciam facilmente, mas bombeiam a toda hora a certeza da plenitude. Decorar conceitos, absorver palavras, transpirar calmaria. Ter a tranqüilidade da nuvem que se disfarça de neblina para poder ser chuva.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje eu queria ser simples.&lt;/p&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-7364803184328449964?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/7364803184328449964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=7364803184328449964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7364803184328449964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/7364803184328449964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/04/intrnseco.html' title='Intrínseco #001'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5979492260216954495.post-1346042558617955000</id><published>2008-04-02T16:19:00.004-03:00</published><updated>2008-09-27T12:38:58.718-03:00</updated><title type='text'>O Berço</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;O lápis corre em silêncio.&lt;br /&gt;É tarde.&lt;br /&gt;Nada mais perturbador do que palavras escritas às pressas, rasgando carbono nos papéis, gritando, incomodando a sacralidade do momento.&lt;br /&gt;Os móveis repousam.&lt;br /&gt;As músicas emudecem.&lt;br /&gt;Sobram melodias disfarçadas e eu as aproveito, cronometrando, medindo espaços com receio de desafinar: o poema procura seu ritmo, se atrevendo tímido a cantar para embalar a noite surda.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;/br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"&gt;&lt;img alt="Creative Commons License" style="border-width:0" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/80x15.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5979492260216954495-1346042558617955000?l=poesitorio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://poesitorio.blogspot.com/feeds/1346042558617955000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5979492260216954495&amp;postID=1346042558617955000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/1346042558617955000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5979492260216954495/posts/default/1346042558617955000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://poesitorio.blogspot.com/2008/04/o-bero.html' title='O Berço'/><author><name>Jéssica Quadros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05826452646331553347</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_36xutqdMon4/S7dmpct3f7I/AAAAAAAAAaQ/M60pkQPxMjM/S220/036.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
